Nos arredores de Washington, equipes de salvadorenhos ajudaram a renovar, reconstruir e manter o Capitólio, o Pentágono e o Cemitério Nacional de Arlington. Em residências para idosos na Flórida, Massachusetts e Nova York, cuidadores haitianos auxiliam idosos americanos em atividades diárias.

Esses trabalhadores estão entre os mais de 1 milhão de pessoas que tiveram permissão para viver e trabalhar nos Estados Unidos sob um programa humanitário de décadas atrás, e que agora enfrentam a possibilidade de deportação.

No mês passado, a Suprema Corte abriu caminho para que o governo Trump encerrasse o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês), como é conhecido o programa humanitário, e agora as indústrias se preparam para a perda de trabalhadores essenciais.

De acordo com uma análise feita por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, cerca de 70% dos titulares do TPS participavam da força de trabalho dos EUA, muitos nos setores da construção civil e da saúde.

Mas, na segunda-feira (27), cerca de 350 mil beneficiários do TPS do Haiti e de vários outros países perderão suas autorizações de trabalho na primeira onda de consequências da decisão da Suprema Corte. Cerca de 190 mil beneficiários salvadorenhos podem ser os próximos a perder seu status quando este expirar, em setembro.