Um juiz federal do distrito de Rhode Island, nos Estados Unidos, decidiu derrubar nesta sexta-feira (5) uma série de restrições adotadas pelo governo do presidente Donald Trump que impediram pessoas de 39 países de obterem respostas sobre pedidos de asilo, autorizações para trabalho, cartões de residência permanente (green cards) e cidadania.
As medidas foram impostas depois que um cidadão afegão atirou, em novembro do ano passado, em dois membros da Guarda Nacional em Washington, a um quarteirão de distância da Casa Branca. O juiz John McConnell considerou que as políticas deixaram pessoas de dezenas de países da África, da Ásia, da América Latina e do Oriente Médio em "limbo jurídico indeterminado".
"Desde então, as pessoas destes países foram categoricamente impedidas de obter decisões definitivas relativas, entre outras, a seus pedidos de asilo, permissões de trabalho, cartão de residência permanente ou naturalização", afirmou.
McConnell citou uma publicação feita em dezembro do ano passado pela então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmando ter recomendado a Trump "uma proibição total de viagens para cada maldito país que inundou" os EUA "com assassinos, sanguessugas e viciados que acham que têm direito a tudo" após o ataque aos membros da Guarda Nacional.










