Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou, nesta sexta-feira (5), uma série de restrições impostas pelo governo Trump à imigração legal após o ataque a tiros, no ano passado, contra membros da Guarda Nacional, realizado por um imigrante afegão. O juiz distrital John McConnell afirmou que as restrições impostas a pedidos de asilo, permissões de trabalho e cidadania de cidadãos de 39 países eram ilegais. "Desde então, as pessoas destes países foram categoricamente impedidas de obter decisões definitivas relativas, entre outras, a seus pedidos de asilo, permissões de trabalho, cartão de residência permanente ou naturalização", ressaltou o juiz. Ele citou uma publicação da ex-secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Em dezembro, Noem afirmou no X ter recomendado ao presidente Donald Trump "uma proibição total de viagens para cada maldito país que inundou" os Estados Unidos "com assassinos, sanguessugas e viciados que acham que têm direito a tudo". A recomendação foi aplicada em caráter imediato, e os pedidos de cartões de residência, o famoso green card ou de naturalização ficaram suspensos para pessoas de 19 dos países mais pobres do mundo. Doze destas nações já enfrentavam uma proibição de entrada no território americano desde junho de 2025: AfeganistãoMianmarChadeRepública Democrática do CongoGuiné EquatorialEritreiaHaitiIrãLíbiaSomáliaSudão Iêmen A eles somavam-se outros sete (Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela), submetidos desde a mesma data a restrições na concessão de vistos. Vinte países foram posteriormente adicionados à lista em dezembro de 2025. Veja também O juiz reprova, em particular, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) por "justificar seus atos por preocupações de 'segurança nacional' que, na realidade, são pretextos para dissimular preconceitos anti-imigrantes". Trump transformou a luta contra a imigração irregular em uma prioridade absoluta, aludindo a uma "invasão" do país por parte de "criminosos vindos do exterior". Mas seu programa de deportações em massa foi frustrado ou freado por múltiplas decisões judiciais. EUA oficializam classificação de PCC e CV como organizações terroristas