Bolsonaro está preso, com condenação transitada em julgado e direitos políticos suspensos; no entendimento do STF, não pode fazer manifestações políticas Para o PT, episódio de sábado, que foi divulgado ao vivo no Youtube, fere determinações da Justiça — Foto: Reprodução/YouTube O PT e a federação Brasil da Esperança (PT/PC do B e PV) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (26), questionando o vídeo com a imagem do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial e que foi utilizado no ato de oficialização da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo, no sábado (25). No Supremo, o partido protocolou uma notícia de fato no âmbito da execução penal do ex-presidente apontando que a divulgação do material teria desrespeitado uma ordem expressa do ministro Alexandre de Moraes, que havia vedado Bolsonaro de divulgar manifestos políticos-eleitorais, ainda que por terceiros "independente do meio utilizado". A ordem de Moraes foi dada no dia 17 de julho após Flávio ler uma carta redigida pelo pai como porta-voz dele. Bolsonaro está preso, com condenação transitada em julgado, isto é, sem possibilidade de recursos. Como parte da condenação, ele está com os direitos políticos suspensos e, no entendimento de Moraes, não pode fazer manifestações políticas da prisão. Diante disso, o PT acionou o STF afirmando que o episódio de sábado, que foi divulgado ao vivo no Youtube, seria uma "reiteração deliberada e agora tecnologicamente sofisticada do mesmo padrão de conduta que este juízo reconheceu e sancionou há menos de dez dias". "Não se cuida de simples manifestação do pensamento, mas de manifesto político-eleitoral difundido por terceiros, elaborado por inteligência artificial, denotando premeditação, coordenação e consciente desprezo pela respeitável ordem judicial", diz a representação do PT. Já ao TSE, o partido apontou que houve pedido expresso de voto e uso irregular de inteligência artificial, pedindo aplicação de multa à campanha de Flávio Bolsonaro e a remoção do conteúdo das redes sociais. "A lei eleitoral proíbe qualquer espécie de deep fake em conteúdos político-eleitorais, e mesmo a vedação sendo expressa pelo TSE, o PL transmitiu vídeo sintético do rosto e da voz de Jair Bolsonaro, com pedido de voto a Flávio Bolsonaro, reproduzindo o ocorrido também na internet" afirmou a sigla em nota divulgada nesta tarde.
PT aciona STF e TSE contra vídeo de Jair Bolsonaro feito com IA em ato da campanha de Flávio
Bolsonaro está preso, com condenação transitada em julgado e direitos políticos suspensos; no entendimento do STF, não pode fazer manifestações políticas













