Representação terá como alvo integrantes do 'ecossistema de desinformação' identificado pelo partido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro discursa para plateia de representantes do corpo diplomático de 42 países — Foto: Divulgação Novo Selo O PT vai ingressar no TSE contra Flávio Bolsonaro por propagar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em reunião com diplomatas. Mas não será o único alvo. A representação preparada pelo jurídico do partido também vai incluir outros aliados que voltaram a colocar em xeque o sistema eleitoral brasileiro nos últimos dias. A movimentação foi identificada a partir de 17 de julho, quando Eduardo Bolsonaro e parlamentares do entorno bolsonarista — entre eles Gustavo Gayer e Júlia Zanatta — passaram a divulgar de maneira coordenada uma nota de inteligência da CIA sobre fraude eleitoral na Venezuela entre 2004 e 2020, tratando-a como prova de vulnerabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. O grupo também passou a associar indevidamente a atuação da empresa Smartmatic no país à administração do sistema de votação. O PT trata os envolvidos como integrantes do “ecossistema de desinformação”, que retomou, sem qualquer indício ou prova, o discurso de insegurança do sistema eletrônico. Segundo a equipe jurídica da legenda, o próprio material amplificado por esses perfis reconhece expressamente que o documento da CIA se limita ao contexto venezuelano e não abrange o sistema eleitoral brasileiro ou americano, circunstância omitida nas publicações. Outro ponto destacado é que o TSE já esclareceu, em nota atualizada em 8 de julho, que a Smartmatic não fornece urnas nem softwares de votação no Brasil, atuando apenas em serviços de dados alheios ao sistema eletrônico. A avaliação é que esse ecossistema culminou na fala de Flávio no evento com diplomatas em Brasília, reproduzindo a reunião de mesma natureza promovida por Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada em 2022. O episódio resultou na condenação do ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. A sigla de Lula vai pedir a abstenção imediata da conduta dos atores identificados na propagação desse discurso, além da aplicação de multas e a notificação das plataformas para suspender a circulação do conteúdo desinformativo.