Partido pede remoção de conteúdo por entender que ex-deputado veicula informações falsas sobre sistema eleitoral Ex-deputado Eduardo Bolsonaro em transmissão sobre o sistema de votação brasileiro — Foto: Reprodução/YouTube - Eduardo Bolsonaro A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB acionou o Tribunal Superior Tribunal (TSE) na noite de ontem contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por desinformação contra o sistema de votação eletrônico, apuração e totalização de votos, divulgadas em uma transmissão ao vivo no seu canal no YouTube, em 23 de julho. Na representação, a defesa da federação afirmou que Eduardo veiculou informações inverídicas e descontextualizadas sobre as urnas para desinformar os destinatários sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Os advogados pedem que a live seja retirada do ar e que Eduardo seja proibido de publicar novos conteúdos com o mesmo teor, além da aplicação de multa. O ministro André Mendonça será o relator do caso. Os advogados enumeram 11 afirmações falsas foram feitas sobre a vulnerabilidade das urnas e a influência de empresas de tecnologia estrangeiras no resultado do pleito, inclusive com afirmações que já foram rebatidas oficialmente pelo TSE durante as eleições de 2018 e 2022. Na transmissão ao vivo, Eduardo comentou sobre suspeitas de fraudes já descartadas sobre as urnas eletrônicas, como o relatório da comissão fiscalizadora do Exército que analisou as urnas brasileiras em 2022. A live contou com a participação do consultor político Fernando Cerimedo, que participou da campanha do presidente da Argentina, Javier Milei, e foi investigado pela Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a tentativa de golpe, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. O argentino fez lives acusando fraudes nas eleições brasileiras em 2022, que foram desmentidas por especialistas. Apesar de indicado pela PF, não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a acusação, o conteúdo da live de Eduardo faria parte de uma estratégia mais ampla de descredibilização da Justiça Eleitoral, que se soma às manifestações do seu irmão, o candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a embaixadores na terça-feira (21). Na ocasião, Flávio pediu a embaixadores para que enviassem “a maior quantidade de observadores estrangeiros possíveis” para acompanhar o pleito de outubro e disse que as urnas usadas no Brasil “têm a mesma origem” das fabricadas pela empresa Smartmatic, que é acusada pelo governo dos Estados Unidos de envolvimento com fraudes nas eleições da Venezuela. O TSE já desmentiu a informações em anos anteriores e o senador nega que sua fala tenha sido um ataque às urnas. A federação cita precedentes do TSE e do STF sobre a constitucionalidade das normas de combate à desinformação e ainda destacam a segurança das urnas eletrônicas. O Valor tenta contato com Eduardo Bolsonaro.