Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista "101 brasileiros que transformam o futuro", reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A arquiteta e urbanista Flávia Tissot é CEO e sócia-fundadora da Place — Foto: Edilson Dantas / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:36 Arquiteta Flávia Tissot é Destaque em Lista de Inovadores do Futuro Flávia Tissot, arquiteta e urbanista, é destaque na lista "101 brasileiros que transformam o futuro", do jornal O GLOBO. Como CEO da startup Place, fundada em 2021, Tissot inova ao facilitar o acesso a informações urbanísticas para empresas e gestores públicos. A plataforma interativa da Place ajuda a compreender regras de construção e simular cenários urbanos, promovendo cidades mais responsivas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Flávia Tissot, arquiteta e urbanista de 30 anos, é CEO e sócia-fundadora da Place, uma startup que tem mudado a forma como o mercado imobiliário, o poder público e os cidadãos acessam informações sobre as regras urbanísticas de cidades brasileiras. O foco da empresa, que nasceu em Porto Alegre (RS), em 2021, como parte do Grupo Ospa, consiste em disponibilizar a legislação urbana e os dados demográficos em plataformas interativas. Acessando os mapas da Place, companhias do mercado imobiliário conseguem, por exemplo, entender com mais rapidez que tipo de empreendimento podem desenvolver em cada área da cidade e onde buscar terrenos. Pequenos negócios também são o foco, caso do Mapa Empreende BH, ferramenta desenvolvida pela Place em parceria com a prefeitura da capital mineira e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. No projeto, os interessados podem buscar as regras para abertura de comércios em uma rua e verificar também a concentração de empresas de diferentes segmentos em cada região. A startup também atuou em outras cidades, como Xangri-lá (RS), Maceió (AL) e Rio Verde (GO). Flávia começou a trabalhar em 2018 na Ospa como estagiária na área de estudos de viabilidade. — Nessa época, estava em um projeto em São Paulo para um prédio de oito andares. Depois de três meses descobri que o máximo que poderia construir nesse local eram três andares, por conta de uma lei que eu não tinha visto. Tivemos que pegar aquele trabalho e jogar fora. Gastávamos muito tempo com esse tipo de problema — lembra a arquiteta. Programa para govtechs Na frente voltada ao setor privado, usuários acessam a plataforma que criou para consultar informações sobre as regras de construção válidas para terrenos em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Recife, mediante o pagamento de uma assinatura. Em 2023, a empresa foi a vencedora de um programa de aceleração voltado para govtechs, nome dado às startups que atuam no desenvolvimento de soluções para os governos. Prefeituras começaram a procurar a Place para encomendar “gêmeos digitais urbanos” e disponibilizar as informações urbanísticas de suas cidades de forma gratuita. — Isso é muito útil também para quem está gerenciando a cidade. A gente aponta, por exemplo, onde tem escola, hospital, onde mora mais gente. A própria prefeitura consegue usar esse sistema para tomar melhores decisões — diz Tissot. Entre os novos projetos está o desenvolvimento da opção de simular cenários dentro dos mapas interativos. Assim, um gestor público pode entender o que aconteceria com determinada área se uma nova linha de metrô fosse construída e simular o impacto no mercado imobiliário local. Para a arquiteta, o futuro dos municípios brasileiros está no conceito de cidades responsivas. — A tecnologia é um meio para que você consiga trazer informação para o cidadão. Em uma cidade responsiva a gente imagina que as informações vão estar disponíveis para o usuário na hora, para ele mesmo tomar uma decisão — explica.