Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cientista da computação, Camila Achutti é fundadora da Mastertech, escola de tecnologia e consultoria de inovação — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 21:38 Camila Achutti: Tecnologia e Inclusão para Transformar o Brasil Camila Achutti, cientista da computação e fundadora da Mastertech, destaca a tecnologia como chave para a mobilidade social e crescimento do Brasil. Em meio aos 101 brasileiros que transformam o futuro, ela ressalta a importância da inclusão e formação tecnológica, especialmente para mulheres. Reconhecida por sua atuação, Camila defende a educação como meio de ampliar oportunidades e desenvolver o país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Cientista da computação, a paulistana Camila Achutti encara a tecnologia como caminho para mudar o mundo. Na última década, avalia que o Brasil conseguiu expandir bem o ingresso da população no ambiente digital. Mas ainda é preciso democratizar o acesso às ferramentas, para que mais gente possa trabalhar neste universo — o que significa formar mais quadros na área científica e investir pesado em inclusão. Fundadora da Mastertech, escola de tecnologia e consultoria de inovação que habilita profissionais e também desenvolve soluções educacionais para grandes empresas, a CEO tem se engajado nestas e em outras frentes. Reconhecida por premiações da revista Forbes e da Women in tech (organização que promove a igualdade de gênero nas áreas tecnológicas), Camila se tornou referência quando o assunto é capacitação para o pensamento digital. Criada como “uma escola de habilidades para o século XXI”, em 2015, a Mastertech conquistou contratos com gigantes como a Meta, o Itaú e a Heineken. — O Brasil precisa formar mais quadros, depende disso para crescer. É um tema do desenvolvimento nacional — afirma Camila, que fundou a empresa aos 24 anos, e hoje tem 34. — A tecnologia passou a definir a competitividade em praticamente todos os setores da economia. A inteligência artificial está mudando a forma como trabalhamos, produzimos e tomamos decisões. Brinco que, se eu fosse ministra, faria grandes transformações em como investimos o dinheiro da educação. O Brasil reúne criatividade e capacidade técnica, inegavelmente. Falta transformar essas qualidades em uma estratégia permanente para se desenvolver. Empoderamento feminino Mais do que isso, em sua visão, é necessário encontrar uma forma de engajar mais mulheres nestas áreas e fazer com que consigam concluir seus estudos. Em média, em cursos relacionados a tecnologia, ciência, engenharia e matemática, um em cada quatro estudantes é do sexo feminino. Integrante do W20, grupo de engajamento do G20 focado na igualdade de gênero e no empoderamento econômico feminino, Camila se interessou pelo assunto ainda menina. O pai é da área de informática; a mãe enxergava que o futuro passava pela computação. Hoje com duas filhas meninas, ela frisa que a ciência define quais questões sociais requerem atenção e respostas. Assim, quanto mais diversa for a comunidade científica, maior será sua capacidade de abarcar os desafios de todos os setores da sociedade. Também por isso, a inclusão digital de todos os estratos é urgente, ela aponta. — Meu sonho é contribuir para que o Brasil seja reconhecido como um país que forma talentos para economia digital. Quero ajudar a construir um país onde uma criança da escola pública, independente de gênero e CEP, possa participar da economia do futuro com a mesma confiança de qualquer jovem dos maiores polos tecnológicos do mundo. Fazer da tecnologia um instrumento de mobilidade social. Educação sempre foi o caminho mais consistente para ampliar oportunidades.