Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Felipe Amaral é diretor de Educação do Instituto Caldeira, um dos principais hubs de tecnologia e inovação do Brasil — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 22:05 Instituto Caldeira capacita jovens em tecnologia e inovação no RS Felipe Amaral, diretor do Instituto Caldeira, capacita jovens de escolas públicas para o mercado de trabalho em tecnologia e inovação. O Instituto, em Porto Alegre, oferece cursos em áreas como inteligência artificial e programação. Com 560 empresas parceiras, já inseriu 600 jovens no mercado. Recentemente, realizou o Dia D na Escola, evento que engajou 700 mil alunos em uma transmissão sobre IA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Assim como muitos adolescentes, Felipe Amaral não sabia que profissão escolher na hora de prestar o vestibular. Não vislumbrava um caminho a seguir. Decidiu cursar Administração e passou anos inquieto: se ele, que tinha estudado em escolas particulares, teve dúvidas sobre o futuro, imagine milhares de jovens brasileiros que não têm apoio, questionava-se o gaúcho de Porto Alegre. Hoje, aos 41 anos, Amaral consegue dar as respostas a meninos e meninas de escolas públicas que almejam o primeiro emprego. Ele é diretor de Educação do Instituto Caldeira, um dos principais hubs de tecnologia e inovação do Brasil. O objetivo é capacitar jovens para depois inseri-los no mercado de trabalho. Segundo o executivo, o emprego pode estar ali perto, uma vez que o Instituto Caldeira conseguiu reunir em um galpão reformado, na Zona Industrial de Porto Alegre, várias empresas, algumas originalmente gaúchas, como a Renner, a Gerdau e a Grendene: — O que estamos fazendo é criar uma alternativa para esse jovem da escola pública ter um bom primeiro emprego. Ele pode começar com um salário de R$ 2.500 ou R$ 3 mil. Isso seria inimaginável para muitos deles. Dia D na escola Amaral conta que há muitos jovens talentos no país. Em busca deles, o projeto abre inscrições para o Brasil todo. Neste ano, segundo o executivo, foram 35 mil inscritos para os cursos do Instituto Caldeira. Ao fim das etapas de seleção, 200 alunos são escolhidos para morar em Porto Alegre por cinco meses, com bolsa, para que consigam se dedicar exclusivamente aos estudos. Eles podem escolher formações nas áreas de inteligência artificial, análise de dados, gestão comercial ou programação, por exemplo. De acordo com dados do instituto, em cinco anos, 600 jovens saíram empregados. O Caldeira começou 2026 com 560 empresas associadas, entre startups e corporações, e 130 companhias com escritórios no hub físico: — Tenho essas 560 empresas que gostariam de acessar esses jovens talentos, mas sozinhas não conseguiriam. Esses jovens têm muita garra, são engajados. Muitos já passaram por diversos desafios na vida. É uma resiliência absurda. Para inserir cada vez mais garotos e garotas no universo da tecnologia e inspirá-los, Amaral e sua equipe realizaram o Dia D na Escola no início do mês. A iniciativa juntou 700 mil alunos da rede estadual do Rio Grande do Sul para uma transmissão ao vivo sobre inteligência artificial. A ação reuniu governo, instituições públicas, empresas e educadores: — Se a gente tiver uma geração que saiba usar essas ferramentas de tecnologia, o Brasil não ficará de fora. Será relevante. Os planos para o futuro do instituto começam a ganhar forma do outro lado da rua. Em frente ao galpão que abrigou o primeiro prédio do Caldeira, a equipe constrói mais um complexo, com uma nova sede, uma praça, uma biblioteca e um centro cultural, com salas de estudo e de cursos de robótica. Parte do espaço abre em setembro, durante a Semana Caldeira, principal evento da entidade. Na ocasião, palestrantes de diferentes áreas falarão sobre inovação, educação e cidades inteligentes. O encontro é gratuito e aberto ao público.