Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista "101 brasileiros que transformam o futuro", reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 João Carlos Chachamovitz é CEO global e um dos fundadores da Radix, empresa brasileira de tecnologia e engenharia que atua em mais de 40 países — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 01:30 CEO da Radix destaca formação de talentos para era da IA e meta de crescimento de 30% em 2023 João Carlos Chachamovitz, CEO da Radix, destaca o desafio de formar talentos para a era da IA, além de desenvolver soluções tecnológicas. A Radix, que atua em mais de 40 países, visa crescer até 30% neste ano. Chachamovitz, parte da lista "101 brasileiros que transformam o futuro", ressalta a importância de estimular pensamento crítico e colaboração para impulsionar a transformação digital nas indústrias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mais do que desenvolver soluções de inteligência artificial para grandes indústrias, o maior desafio hoje é preparar as pessoas para trabalhar com algoritmos, ciência de dados e aprendizado de máquina. Essa é a avaliação de João Carlos Chachamovitz, CEO global e um dos fundadores da Radix, empresa brasileira de tecnologia e engenharia que atua em mais de 40 países e prevê crescer entre 25% e 30% neste ano, impulsionada pela expansão internacional. Depois de mais de três décadas desenvolvendo projetos de transformação digital para setores como energia, mineração e agronegócio, Chachamovitz afirma que a inteligência artificial deixou de ser o principal obstáculo das empresas. O gargalo agora está na capacidade de formar profissionais aptos a implementar essas tecnologias e transformar a cultura das organizações. Fundada em 2010 por Chachamovitz e um grupo de engenheiros, a Radix nasceu com a proposta de combinar engenharia, tecnologia e inovação para resolver desafios complexos da indústria. Desde então, expandiu sua atuação para áreas como óleo e gás, energia, mineração, manufatura e infraestrutura, desenvolvendo soluções voltadas para aumentar a eficiência operacional e acelerar a transformação digital na indústria. O empresário de 60 anos explica que a IA provoca mudanças inéditas porque não somente altera a forma como as empresas trabalham, mas também a maneira como as pessoas aprendem. —As grandes revoluções anteriores mudavam principalmente a forma de trabalhar. Agora também estamos mudando a forma de aprender, de colaborar e até de pensar. Isso torna essa transformação muito mais profunda. Formação de talentos Essa visão ajuda a explicar por que a Radix passou de oito para 1.800 colaboradores desde 2010 tendo justamente a formação de talentos como pilar estratégico de seu crescimento e desenvolvimento de novas soluções. A empresa criou uma universidade corporativa, academias de liderança e programas voltados para desenvolver pensamento crítico, capacidade de adaptação e colaboração multidisciplinar. —Precisamos desenvolver profissionais com pensamento crítico, curiosidade intelectual e capacidade de trabalhar com diferentes disciplinas. Na avaliação do executivo, praticamente todas as empresas querem incorporar inteligência artificial para aumentar a produtividade e construir a chamada indústria do futuro. Ao longo dos últimos anos, a própria Radix ampliou sua atuação ao combinar engenharia, automação, análise de dados e inteligência artificial para desenvolver soluções sob medida para operações industriais complexas, em vez de apostar em plataformas padronizadas. Ao falar sobre o futuro, ele acredita que o avanço da inteligência artificial vai exigir profissionais cada vez mais preparados para aprender continuamente e trabalhar de forma colaborativa: — Queremos contribuir para formar uma geração mais diversa, mais conectada e preparada para resolver problemas relevantes. Inovação não depende de geografia. Depende da capacidade de reunir pessoas competentes para construir soluções que gerem impacto.