Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 André Stein lidera a expansão da Speedbird, startup brasileira que transformou a entrega por drones em uma operação comercial viável — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 15:52 André Stein Revoluciona Logística com Drones na Startup Speedbird André Stein está transformando drones em infraestrutura essencial, superando barreiras geográficas e econômicas. Com experiência em aviação e eVTOLs, lidera a startup brasileira Speedbird, que já realizou mais de 40 mil voos comerciais em 14 países. A empresa destaca-se por entregas inovadoras, como a primeira de comida por drone em Aracaju. Stein visa integrar drones ao cotidiano, focando em escalabilidade e segurança, potencializando missões críticas em áreas remotas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A corrida para revolucionar o transporte urbano ganhou força com os eVTOLs, as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical popularmente conhecidas como "carros voadores". Esse novo mercado de mobilidade aérea, que promete reduzir emissões e redefinir o tráfego nas metrópoles, serviu de ponte para a guinada na carreira de André Stein. Com quase três décadas de experiência no setor, ele começou na aviação tradicional, liderando a certificação de grandes jatos comerciais de passageiros. Depois, migrou para a vanguarda da eletrificação: comandou uma das principais fabricantes de eVTOLs do mundo e presidiu a montadora de um avião elétrico recordista. Desde o ano passado, usa essa bagagem de inovação para liderar a expansão de uma startup brasileira que transformou a entrega por drones em uma operação comercial de verdade. Presente em 14 países, a Speedbird já acumula mais de 40 mil voos comerciais e nasceu longe dos polos óbvios de inovação. A primeira entrega de comida por drone do mundo não aconteceu no Vale do Silício, mas, sim, em Aracaju, onde a empresa operou por cinco anos antes de chegar a São Paulo. Escala e rentabilidade Hoje, os drones da companhia fazem remessas médicas partindo de um dos heliportos mais movimentados de Nova York, abastecem ilhas a serviço dos Correios do Reino Unido e protagonizaram o primeiro voo comercial num aeroporto dedicado a aeronaves não tripuladas, em Israel. — Eu tinha uma tese de que a internet e a mobilidade caminhavam para o mesmo lugar. A internet resolveu como dados e informações vão de um ponto a outro de forma simples, integrada e barata. Faltava fazer isso valer para pessoas e bens no mundo físico, e a eletrificação com a autonomia torna isso possível agora com os drones — afirma o empresário. Para ganhar escala, o executivo aposta no modelo de serviço em que a startup fornece a aeronave, o software e a operação logística como um pacote único. Esse modelo, validado pela Anac, virou o grande trunfo de exportação da empresa. Na visão de Stein, se a operação se prova segura no Brasil, ela está pronta para ganhar tração e competir globalmente. Longe da cultura de "falhar rápido e quebrar coisas", Stein moldou uma visão pessoal em um setor que exige segurança inegociável. A ambição não é substituir o entregador, mas garantir o acesso essencial onde o asfalto acaba ou o tráfego paralisa. Ao dar escala e rentabilidade às operações comerciais urbanas do dia a dia, o empresário espera construir a base necessária para financiar missões que não têm preço: —Uma prefeitura não consegue manter um helicóptero disponível o tempo todo para levar sangue a uma cidade sem hospital. Ao baratear a entrega em larga escala, a gente também viabiliza salvar uma vida em lugares onde isso hoje não é possível — resume o executivo.
André Stein: Executivo quer transformar drones em infraestrutura rotineira para transpor barreiras geográficas e econômicas
Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã.






