Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O trabalho da neurocientista Fernanda Tovar-Moll inclui avançios em biomarcadores da doença de Alzheimer e descobertas inovadoras sobre o impacto para os bebês de gestantes que contraíram o Zika vírus — Foto: Ana Branco / Agencia O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 20:05 Fernanda Tovar-Moll Revoluciona Estudos de Conectividade Cerebral no Brasil Fernanda Tovar-Moll, neurocientista de destaque no Brasil, está revolucionando o entendimento da conectividade cerebral e neuroplasticidade, com impacto em diagnósticos e tratamentos, como nos casos de Alzheimer e efeitos do Zika vírus em bebês. Aos 50 anos, preside o Instituto D’Or e cofundou várias iniciativas científicas. Seu trabalho avança o estudo do envelhecimento cerebral, consolidando a ciência brasileira no cenário global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A neurocientista Fernanda Freire Tovar-Moll, de 50 anos, é um dos nomes mais destacados em seu segmento no Brasil, com relevantes contribuições para o entendimento da conectividade cerebral e da neuroplasticidade, com impacto em diagnósticos e tratamentos. Seu trabalho inclui avanços em biomarcadores da doença de Alzheimer e descobertas sobre o impacto para os bebês de gestantes que contraíram o Zika vírus. Fernanda conta que, desde pequena, queria fazer pesquisa em saúde e que a escolha por cursar Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estava associada a esse objetivo. Após a graduação, fez residência em Radiologia e dedicou o mestrado e o doutorado às Ciências Morfológicas, pela mesma universidade. Se propôs a procurar técnicas avançadas de imagem que permitiriam analisar o cérebro de forma inédita. — Fui estudar como conseguiríamos mapear o conectoma humano, as conexões do cérebro e como o cérebro se molda a diversas adversidades, no caso das doenças, mas também no aprendizado. E são mais de 20 anos estudando isso de diversas maneiras — diz a cientista. Atualmente, ela é presidente do Instituto D’Or de Pesquisa, Ensino e Inovação (IDOR), instituição sem fins lucrativos da qual foi cofundadora, em 2010, em conjunto com seu marido, o neurocientista Jorge Moll Neto, com quem tem três filhos. Fernanda também coordena e é pesquisadora da Unidade de Conectividade Cerebral do IDOR. É cofundadora, pesquisadora e membro do Conselho de Administração do International Research Consortium for the Corpus Callosum and Cerebral Connectivity (IRC5), cientista do programa Nosso Estado da FAPERJ e bolsista de Produtividade do CNPq. Membro titular da Academia Nacional de Medicina, ela foi eleita também membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências para o período 2016-2020. Ainda foi professora adjunta do Instituto de Ciências Biomédicas e vice-diretora do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem, no Rio de Janeiro. Dentre os prêmios recebidos, destacam-se o Prêmio de bolsa de pesquisa do NIH e Jovem Cientista do Estado do Rio de Janeiro, pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro — FAPERJ. Estudos sobre o cérebro Do ponto de vista de pesquisa, Fernanda conta que tem feito um investimento muito grande no estudo do envelhecimento do cérebro normal e patológico, com grandes cortes. Na trajetória institucional, à frente do IDOR, mira na expansão da área de pesquisa e ensino. Recentemente, o instituto recebeu o primeiro aval do Ministério da Educação (MEC) para implantar uma faculdade de Medicina. — Investir em ciência como um todo é investir no futuro de uma nação — diz Fernanda. — A pesquisa clínica no Brasil, hoje, está atingindo uma visibilidade mundial e acho que a gente ainda tem muito a fazer. O mundo não sabe da capacidade do Brasil, do brasileiro, dos cientistas brasileiros, de produzir boa ciência nessa área.
Fernanda Tovar-Moll: Neurocientista mergulha nos mistérios do cérebro, com impacto em diagnósticos e tratamentos
Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã






