Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O químico paulista Bruno Campos Janegitz desenvolve biossensores que ajudam a revolucionar o mercado dos testes rápidos — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:31 "101 Brasileiros que Estão Transformando o Futuro com Inovação" O artigo destaca os "101 brasileiros que transformam o futuro", focando em indivíduos que se destacam em Tecnologia & Empreendedorismo. A iniciativa reconhece aqueles que estão impulsionando mudanças significativas no Brasil através de inovações tecnológicas e empreendedoras, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O químico Bruno Campos Janegitz, de 43 anos, costuma dizer que tudo começou da forma mais simples: com a curiosidade. Talvez seja essa inquietação — mais do que qualquer talento precoce para a química — que explique por que um menino que cresceu em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, passou a imaginar, ainda no ensino médio, uma vida dedicada a descobrir coisas que ninguém havia descoberto antes. Na época, ele sequer conhecia de perto o universo da pesquisa científica, mas já sabia que queria fazer parte dele. Essa curiosidade o levou à graduação em Química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Veio a iniciação científica, seguida pelo mestrado, doutorado e pós-doutorado. O caminho parecia traçado para uma carreira acadêmica tradicional. Inicialmente, sua pesquisa se dedicava à detecção de metais pesados em água, como em sistemas de tratamento. Até que uma temporada em um dos principais grupos de biossensores do mundo, na Espanha, mudou completamente sua forma de enxergar a ciência. Ele percebeu que um sensor feito em laboratório poderia se transformar em uma tecnologia capaz de mudar a vida de milhões de pessoas. — Comecei a entender que existia a possibilidade de devolver para a sociedade aquilo que a gente produz dentro da universidade. Hoje, como professor da UFSCar no campus de Araras, coordenador do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados e afiliado da Academia Brasileira de Ciências, Janegitz dedica a carreira justamente a construir essa ponte entre pesquisa e aplicação prática. Pesquisa avança Seu objetivo parece ambicioso, mas pode ser resumido em uma imagem bastante familiar: criar testes simples, como o de glicose. Na prática, isso significa desenvolver biossensores — pequenos dispositivos capazes de identificar moléculas associadas a doenças a partir de uma gota de sangue, saliva ou suor. Em vez de exames complexos, caros e dependentes de grandes laboratórios, a ideia é oferecer diagnósticos rápidos, baratos e portáteis, que possam ser feitos em qualquer lugar. —Temos que baratear e melhorar a qualidade da medicina de forma geral. Conseguimos fazer biossensores com custo menor para muitos diagnósticos e que podem ser levados para lugares em que não se tem tanta infraestrutura, como comunidades ribeirinhas na Amazônia. Agora, sua pesquisa está dedicada ao desenvolvimento de sensores vestíveis e bioimpressão, com materiais que consigam tocar a pele sem agredir, que poderão ser usados para detecção de doenças e biomarcadores. Seu trabalho também é reconhecido internacionalmente. Possui dezenas de prêmios e distinções, entre eles uma Menção Honrosa no Prêmio Mercosul em sua décima terceira edição, o Young Talent in Analytical Chemistry Award (2022) pela Revista Brazilian Journal of Analytical Chemistry e o Prêmio Jacob Palis ABC-Fulbright. — Acho que muita gente subestima o Brasil, mas o Brasil tem muita coisa boa, em termos de pesquisa. Precisamos de mais investimento — afirma o cientista.
Bruno Campos Janegitz: Químico desenvolve biossensores que ajudam a revolucionar o mercado dos testes rápidos de doenças
Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã






