Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista “101 brasileiros que transformam o futuro”, reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mike Krieger lidera o Labs, divisão da Anthropic que pretende descobrir usos inéditos e imprevisíveis para as IAs mais avançadas da empresa — Foto: David Paul Morris/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 17:11 Mike Krieger, Cofundador do Instagram, Lidera Inovação na Anthropic Mike Krieger, cofundador do Instagram, agora lidera a divisão Labs da Anthropic, empresa responsável pelo chatbot Claude, que superou a OpenAI em valor de mercado. Krieger visa explorar o potencial inexplorado das IAs, desenvolvendo produtos inovadores como o Claude Code e o Claude Cowork. Ele destaca a rapidez na evolução das IAs e a necessidade de criar produtos para futuras capacidades desses modelos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O futuro da principal empresa de inteligência artificial (IA) do momento está nas mãos de um brasileiro. Há dois anos, Mike Krieger determina os caminhos dos modelos mais avançados da Anthropic, a companhia do chatbot Claude, que atingiu o topo da corrida da IA no começo deste ano. Desde janeiro, o paulistano de 40 anos lidera o Labs, uma divisão da Anthropic que pretende descobrir usos inéditos e imprevisíveis para as IAs mais avançadas da empresa fundada por Dario Amodei. Ao assumir o cargo em janeiro, ele escreveu em seu LinkedIn: "Estamos construindo categorias de produto que ainda não existem, sobre uma tecnologia que avança rapidamente." É uma missão para poucos. O Labs já conta com um histórico de lançamentos que mudaram o jogo da IA. Criada em 2024, a divisão criou o Claude Code e o Claude Cowork, dois produtos que ganharam popularidade no mundo corporativo. A divisão também desenvolveu o MCP, o protocolo para comunicação de agentes de IA, que rapidamente está se tornando padrão na indústria. Tudo isso impulsionou a Anthropic na corrida com a OpenAI — hoje a companhia supera a rival em valor estimado de receita (US$ 47 bilhões contra US$ 30 bilhões) e em valor de mercado (US$ 965 bilhões contra US$ 852 bilhões). No mesmo período, Krieger ocupou o posto de diretor de produtos da Anthropic, fazendo parte do avanço da companhia e moldando os recursos do Claude. Como Krieger explica em entrevistas, a diferença entre os dois cargos parece ser a janela de tempo. Na função anterior, a ideia era aprimorar ferramentas existentes, mantendo um olhar mais no presente, enquanto a nova função permite olhar para o futuro. Potencial desconhecido "Chegamos a um momento decisivo na IA: as capacidades dos modelos estão avançando tão rapidamente que a janela de oportunidade para definir como eles serão utilizados é agora. É por isso que estou voltando ao modo criador", disse ele ao site The Verge em janeiro. De fato, o modo criador é um lugar familiar para Michael — a abreviação "Mike" passou a ser usada apenas quando ele entrou na Universidade Stanford, em 2004 —, afinal, ele já esteve diante do desafio de conquistar milhões de pessoas com novas possibilidades tecnológicas. Em 2010, ele cofundou o Instagram com Kevin Systrom e vendeu o aplicativo para a Meta dois anos depois por US$ 1 bilhão. Estima-se que o brasileiro tenha ficado com US$ 100 milhões, além de ter permanecido na empresa de Mark Zuckerberg até 2018, ajudando o app de fotos a chegar a 1 bilhão de usuários. Segundo ele, o desafio agora é ainda maior, pois modelos de IA permitem a construção veloz de protótipos e produtos, algo que poderia demorar semanas ou meses na época do Instagram. Assim, o trabalho atual envolve tentar entender o potencial da IA não explorado pelas pessoas. No podcast americano Big Technology, ele disse: "Imagine aquilo em que os modelos ainda apresentam deficiências hoje, mas em que serão realmente bons daqui a seis meses, e vamos garantir que tenhamos um produto pronto para isso até essa data. Pense na lacuna entre o que os modelos são capazes de fazer hoje e a forma como a maioria das pessoas os utiliza. Será que podemos preencher essa lacuna?"