O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não teve tempo para longas investigações tarifárias quando retornou ao cargo no ano passado, querendo pressionar os parceiros comerciais imediatamente para arrancar concessões.

O que se seguiu foi um início caótico de uma agenda comercial que acabou sendo derrubada por uma dura derrota na Suprema Corte neste ano. Agora, Trump e sua equipe estão entrando em uma nova fase para construir um muro tarifário americano mais durável, usando leis comerciais mais tradicionais e já testadas nos tribunais —aquelas para as quais o presidente tinha pouca paciência 18 meses atrás.

Sua mais recente ofensiva tarifária global —taxas de 10% ou 12,5% sobre 60 países por suposta fiscalização fraca de proibições ao trabalho forçado— marca a primeira de inúmeras ações tarifárias a serem reveladas nos próximos meses. Elas incluem investigações sobre excesso de capacidade industrial, suposto roubo de propriedade intelectual pelo Vietnã e proteções de segurança nacional para indústrias estratégicas, de semicondutores a robótica e maquinário industrial.

"Estamos no fim do começo da agenda tarifária de Trump", disse Dan Ujczo, consultor jurídico associado da produtora canadense de petróleo Cenovus Energy, especializado em comércio EUA-Canadá. "Nas próximas semanas, e certamente até o final do verão, veremos grandes partes da política comercial do presidente Trump totalmente em vigor."