Mais alta corte dos EUA anulou, em fevereiro, boa parte das tarifas ao considerar que Donald Trump havia feito interpretação inconstitucional de dispositivo legal para justificá-las 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos EUA, Donald Trump, e Jamieson Greer (ao centro), representante comercial americano (USTR); Estados Unidos preparam novas tarifas diante do fim de taxação global de 10% — Foto: Will Oliver/EPA/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 23:35 EUA Impõem Novas Tarifas a 60 Países Após Decisão da Suprema Corte Os Estados Unidos estão preparando novas tarifas que afetarão cerca de 60 países após a Suprema Corte anular a taxação de 10% instituída por Trump, considerando-a inconstitucional. As novas medidas visam substituir essas tarifas temporárias e têm como alvo práticas comerciais desleais, incluindo produtos de trabalho forçado. As tensões aumentam com o Brasil, que enfrentará tarifas de 25% em certos produtos, e com o Canadá, alvo de uma sobretaxa adicional de 50%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos preparam novas tarifas que poderão afetar dezenas de países, informou nesta terça-feira o representante comercial da Casa Branca (USTR), Jamieson Greer, três dias antes de expirarem as tarifas globais temporárias estabelecidas pelo presidente Donald Trump. O governo Trump anunciará novas tarifas para cerca de 60 países nos próximos dias, antecipou Greer, durante uma entrevista à CNBC. As ações foram iniciadas em março, com investigações sobre algumas práticas comerciais, em especial sobre a integração de matérias-primas procedentes de trabalho forçado na fabricação de bens enviados aos Estados Unidos, e espera-se que as conclusões sejam divulgadas nesta semana. "Esperamos ver algumas ações em breve", disse Greer à CNBC ao ser questionado sobre o assunto, sem citar datas. Já Trump anunciou nesta terça-feira a imposição de novas tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos importados, que entrarão em vigor a partir de agosto de 2028. 45 países As novas taxas buscam substituir as tarifas alfandegárias temporárias de 10% instituídas por Trump após a invalidação, pela Suprema Corte, das sobretaxas estabelecidas no ano passado. No fim de fevereiro, a mais alta corte dos Estados Unidos anulou boa parte das tarifas impostas pelo presidente americano, ao considerar que o mandatário havia feito uma interpretação inconstitucional de um dispositivo legal para justificá-las. Manifestantes protestam pela taxação dos super-ricos e contra tarifas de Trump 1 de 8 Protesto tinha sido convocado inicialmente com os temas da taxação dos super-ricos, da crítica ao Congresso — Foto: Edilson Dantas / O Globo 2 de 8 Manifestantes também levaram cartazes com críticas ao Congresso — Foto: Edilson Dantas / O Globo X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Manifestantes fizeram protesto na Avenida Paulista, em São Paulo — Foto: : Edilson Dantas / O Globo 4 de 8 Cartazes com críticas a Trump dominaram o protesto na Paulista — Foto: Edilson Dantas / O Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Ato foi organizado pela Frente Povo Sem Medo e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) — Foto: Edilson Dantas / O Globo 6 de 8 Cartaz crítico a Trump, no ato em SP — Foto: Edilson Dantas / O Globo X de 8 Publicidade 7 de 8 Cartaz critica ingerência externa no país, no ato da esquerda, em São Paulo — Foto: Edilson Dantas / O Globo 8 de 8 Manifestante pede o fim da escala de trabalho 6 por 1 — Foto: Edilson Dantas / O Globo X de 8 Publicidade Ato organizado por movimentos de esquerda foi realizado na Avenida Paulista A decisão não afetou as tarifas setoriais, que atingem, em especial, os setores automotivo, do aço, do alumínio e do cobre. Trump anunciou então novas tarifas, com base em outra lei que lhe permitia aplicar essas sobretaxas por um período máximo de 150 dias. Paralelamente, o USTR iniciou uma série de investigações que, em tese, lhe permitem estabelecer essas tarifas de forma permanente. Elas se baseiam na mesma legislação que autoriza a imposição das tarifas setoriais. Assim, ao término dessas investigações, no início de junho, Greer propôs tarifas de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo seus serviços, não impõem proibições à importação de produtos provenientes de trabalho forçado. Para as economias que possuem esse tipo de proibição, mas cujos esforços para aplicá-la são considerados insuficientes por Washington — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão —, a administração Trump propõe impor uma tarifa reduzida de 10%. O mesmo vale para o Reino Unido, cuja proibição é considerada apenas parcial. Por outro lado, os planos dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, sob a acusação de práticas comerciais desleais, provocaram uma dura reação do governo do Brasil. Entretanto, a tarifa entrará em vigor nesta quarta-feira e desponta como um importante foco de tensão durante a campanha eleitoral, a apenas alguns meses das eleições presidenciais de outubro no Brasil. Com tapete vermelho, Trump recebe Lula na Casa Branca 1 de 8 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Ricardo Stuckert / PR 2 de 8 Lula e Trump se reúnem na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Lula e Trump se encontram — Foto: Reprodução/X 4 de 8 Lula se reúne com Trump na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR X de 8 Publicidade 5 de 8 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Washington DC, na Base Aérea de Andrews — Foto: Ricardo Stuckert / PR 6 de 8 Lula se reúne com Trump na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR X de 8 Publicidade 7 de 8 Lula se encontra com Donald Trump em Washington — Foto: Reprodução / Margo Martin / X 8 de 8 Trump recebe Lula com tapete vermelho na Casa Branca — Foto: Reprodução do X X de 8 Publicidade Tudo indica que as reunião entre os dois foi maior que o planejado Produtos como carne bovina, café e determinadas peças aeronáuticas ficarão isentos, assim como alguns bens que não são produzidos nos Estados Unidos. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil advertiu recentemente que a medida coloca a maior economia da América Latina entre aquelas que "enfrentam as condições mais restritivas para acessar o mercado norte-americano", com mais de 11 bilhões de dólares em exportações afetadas. Washington acusa Brasília de adotar políticas que, segundo afirma, prejudicaram o comércio dos Estados Unidos ao "reduzir o acesso a um de seus principais mercados de exportação", justificou Greer ao anunciar as tarifas. Golpe contra um parceiro O governo americano anunciou nos últimos dias outras tarifas direcionadas ao Canadá, um de seus principais parceiros comerciais. Nesta segunda-feira, Ottawa foi alvo de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês, devido ao "tratamento discriminatório do Canadá em relação aos produtos norte-americanos". "É uma resposta às medidas de retaliação" adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025. "Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste", justificou Greer nesta terça-feira. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que estava avaliando "todas as opções" para responder ao aumento. Após conversar com Trump, disse que haviam concordado em "intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas". Essas novas tarifas serão aplicadas a produtos tão diversos quanto vinho, tacos de hóquei e até cimento, e incluirão os bens que entrarem nos Estados Unidos no âmbito do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC), tratado de livre-comércio que os dois países mantêm com o México.