"O próprio presidente Trump disse que daria um jeito de fazer a tarifa voltar", alegou o ministro O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo "rechaça com todas as forças" a tarifa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sob a alegação de que o Brasil importa produtos de nações que utilizam trabalho forçado. "O governo rechaça com todas as forças mais essa tarifa injustificada, aplicada a um país que tem renda per capita menor que os Estados Unidos e que tem déficit em relação aos Estados Unidos", disse Durigan em entrevista à BandNews. Ele disse que a tarifa foi aplicada pelos Estados Unidos para substituir a sobretaxa de 10% que a Suprema Corte americano declarou inconstitucional. "Essa tarifa pega 99% das importações para os Estados Unidos, o que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior que caiu na Suprema Corte dos Estados Unidos, o que próprio presidente Trump disse que daria um jeito de fazer a tarifa voltar", alegou o ministro. Ele disse que o governo federal vai continuar ajudando o setor produtivo a enfrentar essa tarifa extra com linhas de crédito para exportação, investimentos e capital de giro, além da abertura de novos mercados para as empresas brasileiras exportadoras. "Nós estamos agora batendo todos os recordes [da balança comercial] com a China, com outros países asiáticos, esse é o caminho. Quem não quer comprar da gente, nós vamos insistir, vamos negociar, mas nós precisamos continuar vivendo e, para isso, diversificar a exportação, fazer novas vendas no mercado interno. Nós vamos apoiar o nosso empresariado para isso", afirmou Durigan. Apesar das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e do conflito no Oriente Médio, Durigan afirma que, ainda assim, o Brasil está com situação econômica controlada. "Nós estamos com a inflação sob controle, apesar de guerra no mundo, apesar de ataque dos Estados Unidos. O presidente Lula vai concluir esse mandato com a menor taxa de inflação da história do nosso país. O emprego cresceu, nós estamos com mais de 5 milhões de empregos gerados, a balança comercial bate recorde, a desigualdade cai", disse. Dario Durigan, ministro da Fazenda. — Foto: Wenderson Araujo/Valor