Os EUA estão propondo novas tarifas de pelo menos 10% sobre importações de 60 parceiros comerciais, no maior movimento do presidente do país, Donald Trump, para reconstruir sua barreira protecionista desde que suas taxas anteriores foram derrubadas pela Suprema Corte.
Após uma investigação sobre como os parceiros comerciais lidam com produtos supostamente produzidos por trabalho forçado, uma tarifa de 10% seria aplicada a importações do Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido, entre outros lugares, de acordo com um comunicado divulgado pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) na noite de terça-feira (2).
Produtos de outras grandes economias, incluindo China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça, estariam sujeitos a uma taxa de 12,5%. Veja abaixo a lista de países.
O USTR disse que está impondo a taxa mais baixa sobre produtos de economias que proíbem importações de trabalho forçado ou se comprometeram a fazê-lo, enquanto aquelas "que não conseguiram impor e aplicar efetivamente" essas proibições receberam uma taxa mais alta.
Pequim negou as alegações e criticou a medida de Trump, enquanto um funcionário em Tóquio disse que o Japão está em contato próximo com seus homólogos em Washington sobre o assunto. A UE classificou a medida como injustificada e acrescentou que o bloco respeitaria os termos de seu acordo comercial com os EUA.










