Eleições 2026
A visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil neste fim de semana será acompanhada de perto pelo Palácio do Planalto. Embora o governo trate como natural a participação do ultraliberal na convenção nacional do PL que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, auxiliares do presidente Lula (PT) afirmam haver uma linha que, se ultrapassada, provocará uma resposta oficial: ataques às urnas eletrônicas, ao processo eleitoral ou às instituições brasileiras.
Milei desembarca no Brasil nesta sexta-feira 24 e cumprirá agenda em São Paulo no sábado. Antes de participar da convenção do PL, terá um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Não há previsão de reunião com Lula, e o governo brasileiro foi comunicado da viagem apenas por questões protocolares e de segurança.
Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto afirmam que o discurso do argentino será monitorado. A avaliação é que manifestações em defesa de Flávio Bolsonaro fazem parte da disputa política, mas questionamentos ao sistema eleitoral brasileiro ou às urnas eletrônicas exigiriam reação do governo.
A preocupação ganhou força nas últimas semanas diante da leitura de que há uma articulação internacional de lideranças de direita para colocar em dúvida a credibilidade das eleições brasileiras. Auxiliares de Lula apontam que esse movimento ganhou visibilidade depois das declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, com críticas ao cenário brasileiro, e foi reforçado por discursos de aliados do bolsonarismo, entre eles o próprio Flávio, que mentiu sobre a segurança das urnas eletrônicas durante um evento com 42 embaixadores. O governo considera que essas manifestações seguem uma mesma estratégia de desgaste da confiança no processo eleitoral.














