Um episódio polêmico da campanha eleitoral de 2022 envolvendo disparos de mensagens via SMS a eleitores do Paraná em apoio ao então presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ainda não teve um desfecho na esfera judicial, a menos de três meses da realização de um novo pleito no país.

Nos dias 23 e 24 de setembro daquele ano, véspera do primeiro turno das eleições, 325 mil mensagens com conteúdo antidemocrático e em apoio a Bolsonaro foram enviadas a celulares por meio de um número utilizado pelo Governo do Paraná para comunicados oficiais e informações sobre andamento de serviços públicos, como atendimentos no Detran, por exemplo.

"Vai dar Bolsonaro no primeiro turno! Senao, vamos a rua para protestar! Vamos invadir o congresso e o STF! Presidente Bolsonaro conta com todos nos!!", dizia a mensagem.

Responsável pela área de tecnologia da informação do Governo do Paraná, a estatal Celepar negou a autoria dos disparos e identificou que o envio de mensagens havia partido de uma empresa terceirizada de Minas Gerais, chamada Algar Telecom.

A empresa mineira, contratada pela Celepar em 2021 para operacionalizar o envio e recepção de SMS para sua base de usuários, admitiu o problema, mas até hoje argumenta que não conseguiu saber quem foi o autor dos disparos. No final de 2022, a empresa foi incorporada pela Vogel Soluções em Telecomunicações e Informática, de São Paulo.