O PL e o PT ignoraram regra da Justiça Eleitoral que proíbe o impulsionamento de críticas contra adversários nas redes sociais e pagaram pelo menos R$ 277 mil para ampliar o alcance de publicações com ataques a seus concorrentes. As postagens chegaram a mais de 39,1 milhões de impressões, como se chama o número de vezes que determinado conteúdo aparece na tela.

O PL chegou a impulsionar mais publicações para atacar Lula e o PT do que para promover a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Das 82 postagens patrocinadas no Facebook e Instagram de janeiro até o dia 24 de junho, 34 contêm críticas ao petista ou ao partido, o que representa 41% do total. Os anúncios buscam, por exemplo, vincular o PT ao escândalo do Banco Master.

Já o PT fez 76 anúncios contrários aos Bolsonaros. As críticas representam quase 18% das 429 publicações impulsionadas neste ano e abordam temas como a pressão do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, articulada pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A lei e as resoluções eleitorais proíbem que conteúdo com críticas tenha o alcance turbinado durante a campanha e a pré-campanha. Os pré-candidatos podem fazer postagens contrárias aos opositores, mas não podem criar anúncios, ou seja, investir dinheiro para aumentar a entrega ao público.