Ação pede que sejam suspensos imediatamente a divulgação de materiais reconhecidos como “fake news” e a proibição de qualquer novo impulsionamento pago enquanto o processo tramita 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O PT ajuizou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que seja investigado se o fundo partidário do PL está financiando o site "Direita Já" que promove a difusão de conteúdos com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ação, a Federação Brasil Esperança pede que sejam suspensos imediatamente a divulgação de materiais reconhecidos como “fake news” e a proibição de qualquer novo impulsionamento pago enquanto o processo tramita. Segundo o PT, a plataforma funciona como uma "central de produção de propaganda negativa contra Lula e o PT" , disponibilizando postagens prontas para serem publicadas por qualquer usuário na internet. Seriam liberados cerca de 50 posts por semana. "A plataforma do PL possui um 'Programa de Creators' que diz ser uma 'parceria' com mais de 200 influenciadores. Com essa parceria, o PL promete 50 milhões de visualizações nos conteúdos feitos pelo partido e liberados e disponibilizados no site", informa o PT em nota. Segundo a representação, o material incluiria deep fakes e conteúdos que associam Lula ao PCC, ao Comando Vermelho e ao narcotráfico. Na representação, protocolada pela federação formada por PT, PC do B e PV, as siglas afirmam que haveria uma estrutura profissional da produção (incluindo contratação de agência especializada), coordenação no escoamento do conteúdo, e parceria com influenciadores o que levanta "forte suspeita de que o PL esteja usando dinheiro público do Fundo Partidário para bancar esses ataques". A federação também alega ao TSE que o site do PL serve como forma de burlar o impulsionamento feito nas plataformas de redes sociais, como Instagram e Facebook, o que poderia configurar disparo em massa, que é proibido pela lei eleitoral. Na representação, as siglas pedem ainda que o PL seja obrigado a explicar a fonte de financiamento do site, e preservar e apresentar todos os contratos, notas fiscais e dados sobre o financiamento, "além de identificar os influenciadores e colaboradores” envolvidos na produção do conteúdo. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Adriano Machado/Reuters