PT e PL lideram número de pedidos para remoção de conteúdo, e uso irregular de inteligência artificial está entre as principais justificativas. O TSE recebeu 135 representações de partidos contra propaganda antecipada desde 1º de janeiro até agora. O número representa uma alta de 335% em relação ao mesmo período de 2022. PT e PL lideram as ações judiciais, motivados pelo uso irregular de inteligência artificial. Na última quinta-feira (18), o ministro André Mendonça atendeu a pedidos das duas siglas. Para reforçar a estratégia jurídica diante do aumento das disputas, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro contratou a ex-ministra do TSE Maria Cláudia Buchaneri, enquanto o grupo de Lula escalou o advogado Ângelo Ferraro. Partidos já protocolaram 135 representações no TSE contra campanha antecipada O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 135 representações das pré-campanhas eleitorais desde 1º de janeiro deste ano até agora. Todas foram feitas pelos partidos que têm pré-candidatos à presidência da República. No mesmo período de 2022, foram 31 representações, ou seja, um aumento de 335% entre o último ano de eleições presidenciais e agora. Entre os partidos que mais protocolaram as representações, estão o PT e PL, com as pré-campanhas do presidente Lula para reeleição e do senador Flávio Bolsonaro, especialmente com denúncias envolvendo o uso irregular de inteligência artificial, que ainda não era usada como é hoje em 2022, e contribui com a explicação do aumento da judicialização. Saiba mais: Em outra decisão recente de Mendonça, ele determinou a retirada do ar de uma deepfake contra o senador do PL, que trazia Flávio Bolsonaro em uma reunião com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A postura mais ativa das pré-campanhas é vista na escolha da equipe jurídica. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro buscou Maria Cláudia Buchaneri, que foi ministra do TSE e é vista como alguém que tem trânsito junto aos tribunais superiores. Já a pré-campanha de Lula (PT) escolheu o advogado Ângelo Ferraro, que foi sócio de Eugênio Aragão, ex-procurador eleitoral e ex-ministro da Justiça.