PUBLICIDADE Perto do período eleitoral, siglas tentam esclarecer temas que vão de alianças e distribuição de recursos até dúvidas inusitadas, como o uso de ‘bastão de madeira’ em propagandas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Plenário do TSE durante sessão de julgamento — Foto: Luiz Roberto/TSE/04-11-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 21:54 Partidos Consultam TSE Sobre Coligações, Recursos e Campanhas Inusitadas Partidos políticos recorrem ao TSE para esclarecer dúvidas sobre coligações e recursos eleitorais, além de questões curiosas, como o uso de "porrete" em propagandas. O Republicanos questiona candidaturas avulsas e "coligações cruzadas", enquanto o PSB busca paridade de gênero nas direções partidárias. O Solidariedade indaga sobre federações partidárias. Consultas inusitadas incluem o uso de objetos em campanhas e a exibição de fotos de líderes em repartições públicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A menos de dois meses do início oficial da campanha, partidos têm ido à Justiça Eleitoral para esclarecer pontos e evitar multas. Os casos vão de temas sensíveis, ligados à formação das coligações estaduais e à distribuição de verba pública, até dúvidas mais curiosas, como se é permitido aparecer com “porrete, clava, bastão de madeira ou instrumento semelhante” na propaganda eleitoral. Um dos caso mais emblemáticos é o questionamento enviado pelo diretório nacional do Republicanos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em novembro de 2025, sobre a possibilidade de candidaturas avulsas e “coligações cruzadas” envolvendo nomes apresentados pelos partidos aos governos estaduais e ao Senado. Em vários estados, candidatos ao Executivo conseguiram reunir um bloco de partidos em torno de si, mas não existe consenso no resto da chapa. — Isso mexe diretamente com os arranjos institucionais e apoios políticos dos estados. Existe uma tentativa de rediscutir a matéria, porque as decisões anteriores já têm um certo tempo e talvez a nova composição tenha um entendimento diverso — afirma o advogado Alexandre Bissoli, especialista em Direito Eleitoral que produziu um levantamento, a pedido do GLOBO, sobre os casos mais relevantes. O tema ainda não foi analisado. Em São Paulo, o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reuniu um bloco amplo de partidos, mas o Novo pretende lançar Ricardo Salles como candidato ao Senado, enquanto o Podemos cogita Delegado Palumbo à revelia dos postulantes “oficiais” do governador, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Na esquerda, o PSB propõe anunciar Simone Tebet e Márcio França, enquanto PSOL e Rede trabalham por Marina Silva. Os três partidos apoiam Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, ao governo do estado. Participação feminina Outro questionamento diz respeito à paridade de gênero no comando dos partidos e o fluxo de recebimento dos 5% de fundo partidário exclusivos para a promoção de candidaturas femininas. Esse recurso, transferido mensalmente, costuma ser usado para despesas administrativas dos partidos, como salários, aluguel e contas de luz e telefone, mas também pode ser aplicado nas eleições para bancar determinados gastos de campanha, como produção de material gráfico e impulsionamento de conteúdo na internet. Em novembro de 2022, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) questionou o TSE sobre a possibilidade de se estabelecer, por meio de resolução própria, uma reserva de vagas nos diretórios dos partidos “em todas as esferas”. Sugeriu ainda uma medida similar para que o dinheiro da cota seja enviado pela Justiça a uma conta específica, além da elevação para 10% e da obrigação de “repasse imediato” caso os pagamentos continuem sendo feitos aos cofres gerais dos partidos. O julgamento do caso chegou a ser marcado quatro vezes pelo TSE, mas foi retirado de pauta sem o conhecimento do voto do ministro Nunes Marques, relator do caso. Uma outra consulta, movida pelo diretório nacional do Solidariedade, questiona a Justiça Eleitoral sobre o prazo de permanência dos partidos nas federações partidárias, mecanismo em que siglas se unem e concorrem juntas nas eleições ao longo de pelo menos quatro anos, mas mantendo suas identidades próprias. A dúvida surgiu a partir de conversas com o PSDB, que manteve a federação com o Cidadania após meses de atritos nas negociações dos tucanos com Solidariedade e Podemos. O Solidariedade, que tem uma federação em andamento com o PRD, procura esclarecer se outros partidos podem aderir a um grupo formado antes e como fica o prazo mínimo para desfazer o acordo nessas condições — se ele “zera” a partir daquele momento ou segue contando desde o início. ‘Pode isso?’ Além da interpretação de regras que podem mudar a dinâmica das eleições de 2026, os partidos também levantam questões curiosas à Justiça. O diretório estadual do Podemos do Pará, por exemplo, perguntou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) se candidatos podem aparecer na propaganda de TV e em outros materiais de campanha portando “porrete, clava, bastão de madeira ou instrumento semelhante” — ou se isso configuraria “estímulo à violência, intimidação ou grave ameaça”. O líder estadual do Podemos é o senador Zequinha Marinho. Procurado, ele não esclareceu qual é a motivação do pedido. Em Caucaia, município de 375 mil habitantes no Ceará, o PSD municipal está preocupado com a “possibilidade jurídica de afixação de fotografias dos chefes do poder Executivo (prefeito, governador ou presidente da República) em repartições públicas, em período eleitoral ou não”.
Partidos vão ao TSE para questionar de coligações a 'porrete' em campanha na TV
Perto do período eleitoral, siglas tentam esclarecer temas que vão de alianças e distribuição de recursos até dúvidas inusitadas, como o uso de ‘bastão de madeira’ em propagandas










