Decisão que suspendeu pesquisa sobre Flávio Bolsonaro transformou-se em um impasse para o tribunal e levou a Corte a discutir novas regras para divulgação dos levantamentos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, durante sessão plenária — Foto: Luiz Roberto/TSE RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 20:29 TSE busca transparência e regras mais rígidas para pesquisas eleitorais O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planeja desenvolver uma resolução para aumentar a transparência nas pesquisas eleitorais. Após a suspensão de uma pesquisa sobre Flávio Bolsonaro, a Corte busca discutir regras que exijam maior detalhamento das metodologias usadas pelos institutos. A reunião com empresas de pesquisa, marcada para 14 de julho, visa criar consenso e reduzir disputas judiciais durante o processo eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende aproveitar a reunião marcada para o próximo dia 14 com representantes das principais empresas de pesquisa do país para iniciar a elaboração de uma resolução que amplia as exigências de transparência sobre os levantamentos eleitorais. A expectativa, segundo integrantes da Corte, é que, após o encontro, o tribunal passe a discutir uma norma determinando que os institutos divulguem de forma mais detalhada a metodologia utilizada em cada pesquisa, informando, por exemplo, se as perguntas foram espontâneas ou estimuladas, além de outros critérios empregados na formulação dos questionários. A iniciativa surge após a controvérsia envolvendo a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel sobre os impactos do caso Banco Master na imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), episódio que acabou se transformando em um impasse institucional para o TSE e ampliou o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral em relação às pesquisas. Todos os ministros da Corte, além do procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, foram convidados para participar da reunião com os institutos, marcada para 14 de julho, próxima terça-feira. A ideia é que a discussão tenha caráter institucional e sirva de base para a construção de um consenso antes da retomada do julgamento do caso AtlasIntel, prevista para agosto, após o recesso do Judiciário. Segundo interlocutores do tribunal, o objetivo da futura resolução não é interferir na metodologia adotada pelos institutos, mas aumentar a transparência das informações colocadas à disposição da sociedade e da própria Justiça Eleitoral. A avaliação é que regras mais claras poderão reduzir disputas judiciais durante o processo eleitoral e oferecer maior previsibilidade ao setor. O julgamento foi interrompido em junho, após pedido de vista da ministra Estela Aranha, quando o plenário analisava a liminar concedida pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu novas divulgações da pesquisa da AtlasIntel após ação apresentada pelo PL. Na decisão liminar que suspendeu a pesquisa, o presidente do TSE afirmou que a sequência de perguntas utilizada pela empresa aparentava, em uma análise preliminar, "extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos possivelmente aptos a influenciar as respostas relativas à intenção de voto, à rejeição e à avaliação de imagem do pré-candidato". O principal questionamento do partido de Flávio Bolsonaro dizia respeito à inclusão, no levantamento, de referências ao áudio em que o senador trata de repasses para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nunes Marques concordou com o argumento de que isso poderia induzir a resposta e observou ainda que outras 27 pesquisas registradas pela Atlas no TSE não utilizaram metodologia semelhante. "A permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral, especialmente diante da elevada capacidade de difusão e replicação do conteúdo em meios digitais e veículos de comunicação", escreveu o ministro. Kassio determinou que a Atlas se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa até uma nova decisão do TSE sobre o teor da pesquisa. Como o julgamento sobre a liminar foi paralisado, a determinação do presidente do TSE continua valendo. A expectativa é que a análise do caso seja retomada ainda no início de agosto, logo após o retorno do recesso.
TSE estuda elaborar resolução para ampliar transparência de pesquisas eleitorais após reunião com institutos
Decisão que suspendeu pesquisa sobre Flávio Bolsonaro transformou-se em um impasse para o tribunal e levou a Corte a discutir novas regras para divulgação dos levantamentos








