Parceria com fabricantes internacionais aproxima o país de equipamentos até então concentrados em negociação direta no exterior. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Red Tech Empreendimentos — Foto: Divulgação Um medicamento mais moderno pode levar anos para chegar às prateleiras brasileiras, mesmo depois de aprovado em outros países. Um dos motivos, pouco discutido fora do próprio setor, é que a fábrica precisa antes ter acesso à máquina certa para produzi-lo dentro dos padrões exigidos, e esse tipo de equipamento costuma vir de um número reduzido de fabricantes ao redor do mundo. Sem esse acesso, a alternativa é seguir importando o remédio já pronto, o que costuma encarecer o tratamento e atrasar sua chegada ao paciente brasileiro. A Red Tech Empreendimentos, empresa de engenharia que atua em projetos para o setor farmacêutico, está entre as responsáveis por reduzir essa distância. A companhia passou a representar no Brasil a SHINVA, fabricante chinesa com décadas de mercado no fornecimento de equipamento médico e farmacêutico, e a SMA, formada a partir da união entre a fabricante italiana IMA e a própria SHINVA. A parceria nasceu da busca por fornecedores internacionais que ainda não tinham qualquer presença formal no país. Duas fábricas de tecnologia, um só caminho até o Brasil A SHINVA concentra parte de sua produção em máquinas voltadas à fabricação de medicamentos injetáveis, itens que entram diretamente na corrente sanguínea do paciente e, por isso, exigem processo de fabricação extremamente controlado. A SMA, por sua vez, direciona sua tecnologia à produção de comprimidos e cápsulas, somando à escala industrial da SHINVA a experiência técnica que a fabricante italiana IMA já tinha acumulado ao longo de décadas na Europa. Antes dessa parceria, uma fábrica brasileira interessada em qualquer uma dessas duas tecnologias precisava negociar separadamente com cada fabricante, do outro lado do mundo, sem qualquer garantia de suporte rápido caso surgisse um problema depois da instalação. Reunir as duas sob um único representante no país elimina essa necessidade de negociação isolada, ponto a ponto, com cada fornecedor estrangeiro. O que muda quando o técnico está no Brasil, não no exterior? Comprar uma máquina importada é só o primeiro passo de um processo bem mais longo: depois da instalação, qualquer ajuste ou reparo técnico normalmente dependia, até aqui, de contato direto com uma empresa fora do país, o que podia significar longos períodos de espera até a solução do problema. Enquanto isso, a produção daquele medicamento específico ficava parada, afetando diretamente a quantidade de remédio disponível para chegar às farmácias e hospitais. Ter suporte técnico dentro do Brasil muda essa equação de forma concreta: o tempo entre identificar um problema e resolvê-lo tende a cair de semanas para um prazo bem mais curto, o que significa menos interrupção na produção e mais previsibilidade para quem depende daquele remédio no dia a dia. Uma fábrica que entrega tudo pronto, da obra ao equipamento A Red Tech Empreendimentos também constrói, do zero, plantas industriais completas para o setor farmacêutico, entregando obra civil e equipamento já instalado dentro de um mesmo processo. Isso significa que uma empresa que decide abrir ou modernizar uma fábrica de remédios não precisa contratar, separadamente, quem constrói o prédio e quem instala as máquinas. Esse tipo de entrega completa tende a encurtar o caminho entre a decisão de investir em uma nova fábrica e o momento em que ela realmente começa a produzir, o que, na prática, pode significar tratamentos chegando mais cedo a quem precisa deles. Uma mudança que o paciente nunca vê, mas sente o efeito Ninguém que recebe um remédio na farmácia imagina a negociação internacional que existe por trás daquela caixa: qual máquina fabricou o comprimido, de onde veio a tecnologia, quem dá suporte técnico caso algo dê errado na fábrica. Ainda assim, é justamente esse tipo de decisão, silenciosa e distante do consumidor final, que determina se um tratamento vai custar mais caro, demorar mais para chegar ou faltar em algum momento nas prateleiras do país.
Fábricas farmacêuticas no Brasil ganham acesso mais direto à tecnologia estrangeira, movimento que inclui a Red Tech Empreendimentos
Parceria com fabricantes internacionais aproxima o país de equipamentos até então concentrados em negociação direta no exterior.







