A entrada da EMS no mercado de canetas emagrecedoras começa a redesenhar a competição em um dos segmentos mais lucrativos da indústria farmacêutica, até aqui dominado por gigantes internacionais como Novo Nordisk e Eli Lilly. A farmacêutica brasileira aproveita o momento em que a demanda já foi construída por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que transformaram os análogos de GLP‑1 em objeto de desejo para emagrecimento rápido e controle metabólico. As marcas importadas mantiveram o tratamento restrito, em grande medida, às faixas de renda mais altas. Nesse cenário, a estratégia da EMS é ocupar o espaço de segunda onda: não inventar o mercado, mas torná‑lo acessível.
As canetas à base de liraglutida da EMS, Olire e Lirux, foram lançadas com valores a partir de cerca de 307 reais por unidade, com pacotes de três canetas em torno de 760 reais, posicionando-se abaixo de concorrentes importados de mesma classe terapêutica. Já a semaglutida nacional, com o Ozivy, entra nas farmácias com preço a partir de aproximadamente 452 reais por caneta e planos de tratamento em pacote: doses para os três primeiros meses giram em torno de 860 reais, com custo médio mensal de pouco menos de 300 reais. Em iniciativas recentes de desconto vinculadas a programas de fidelidade, a EMS passou a oferecer três canetas de 1 mg por cerca de 999 reais, o que reduz o valor efetivo por unidade e aproxima o ticket mensal do bolso da classe média, bem abaixo dos quase 1.000 reais praticados em alguns produtos importados.







