0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trabalhadores ao lado de um navio atracado no Porto de Santos, no literal de São Paulo — Foto: Jonne Roriz/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 17:31 Indústria Nacional de Dispositivos Médicos Perde Espaço para Importados no Brasil O mercado brasileiro de dispositivos médicos está em expansão devido ao envelhecimento populacional e modernização dos hospitais, porém, a indústria nacional perde espaço para importados. De janeiro a maio de 2026, exportações caíram 15,5% enquanto importações subiram 5,9%, totalizando US$ 4,7 bilhões. A produção local supre apenas 35% do consumo, destacando a dependência de produtos estrangeiros, especialmente em tecnologia avançada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O mercado brasileiro de dispositivos médicos continua em expansão, impulsionado pelo envelhecimento da população, pela modernização da rede hospitalar e pela incorporação de novas tecnologias. No entanto, a indústria nacional tem perdido participação justamente nesse cenário de crescimento. Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do setor caíram 15,5%, enquanto as importações avançaram 5,9%, reforçando a dependência do país de equipamentos produzidos no exterior. Entre janeiro e maio, a indústria brasileira exportou US$ 407,4 milhões em dispositivos médicos, resultado 15,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. As importações, por sua vez, somaram US$ 4,7 bilhões, crescimento de 5,9% na mesma base de comparação. Os dados refletem um mercado doméstico aquecido, mas cada vez mais abastecido por produtos importados. Segundo o Relatório Setorial 2026 da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), o mercado brasileiro movimentou R$ 85,4 bilhões em 2025, alta de 13,9% em relação ao ano anterior. Segundo a associação, o crescimento foi impulsionado pelo envelhecimento da população, pela modernização da infraestrutura hospitalar e pela maior incorporação de tecnologias em hospitais, clínicas e laboratórios. Equipamentos de diagnóstico por imagem, monitoramento hospitalar, digitalização e suporte à vida estão entre os segmentos que mais avançam. Apesar da expansão da demanda, a indústria nacional perdeu participação relativa no abastecimento do mercado interno. Atualmente, a produção brasileira responde por cerca de 35% do consumo aparente do país, enquanto as importações do setor ultrapassaram US$ 11 bilhões em 2025. Na avaliação da Abimo, o cenário evidencia um paradoxo: embora o Brasil amplie os investimentos em tecnologia médica, uma parcela significativa dessa demanda continua sendo atendida por produtos importados, principalmente nos segmentos de maior complexidade tecnológica. Ao mesmo tempo, a reorganização das cadeias globais de produção e o avanço tecnológico de países com políticas industriais mais robustas aumentaram a pressão competitiva sobre os fabricantes brasileiros. - A saúde brasileira continuará demandando cada vez mais tecnologia e inovação. O desafio é garantir que a indústria nacional consiga crescer com competitividade e maior capacidade produtiva - afirma Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing da Abimo. O Brasil encerrou 2025 com aproximadamente três milhões de equipamentos de saúde registrados, reflexo da expansão da infraestrutura hospitalar e da incorporação tecnológica. Para a entidade, fatores como acesso a financiamento, ambiente macroeconômico, estímulos à inovação e previsibilidade regulatória serão decisivos para ampliar a competitividade da indústria brasileira nos próximos anos.