Após o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) concluir que a aeronave da Voepass que matou 62 pessoas em 2024 não poderia ter decolado, o advogado da associação dos familiares das vítimas, Leonardo Amarante, afirmou que entrará com uma ação coletiva por danos morais.

À Folha Amarante disse que a associação pretende juntar os elementos apresentados pelo órgão técnico da FAB (Força Aérea Brasileira) nesta quinta-feira (23) com os resultados do inquérito da Polícia Federal.

Ele relatou ter tido uma reunião com o delegado responsável pelo inquérito do acidente há cerca de um mês. Na ocasião, disse ter sido apresentado o prazo de agosto para a conclusão dos trabalhos pelos investigadores. A expectativa da defesa é pelo indiciamento de envolvidos no acidente.

Além do processo que pedirá uma reparação, a defesa da associação deve pedir para entrar como assistente de acusação, se houver denúncia no processo penal, "buscando a responsabilização criminal dos culpados" pela tragédia, disse o advogado.

O acidente da Voepass ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o avião do voo 2283, que levava 58 passageiros e quatro tripulantes, caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo. Todas morreram. A aeronave viajava de Cascavel (PR) ao Aeroporto de Guarulhos (SP).