A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta segunda-feira (20) um recurso para tentar reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender as visitas do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao seu pai, que está em prisão domiciliar.

No documento, os advogados do ex-presidente argumentam que o senador está credenciado como parte da defesa de Bolsonaro e que, por isso, Moraes não pode impedir que os dois mantenham contato por se tratar de uma prerrogativa profissional de Flávio.

Também argumentam que "a execução penal não pode perder de vista que a preservação dos vínculos familiares integra sua própria finalidade".

Moraes proibiu os encontros entre Flávio e Bolsonaro por 90 dias, período que vai até depois do primeiro turno das eleições. O ministro afirmou que o senador descumpriu a medida cautelar que veta Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta do pai.

Na última sexta (17), o ministro manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro apesar do descumprimento da medida restritiva, mas ampliou as vedações, como o direito de visita de familiares por 30 dias, contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.