Visitas foram proibidas pelo ministro Alexandre de Moraes em 17 de julho, após Flávio Bolsonaro divulgar carta do pai em transmissão ao vivo nas redes sociais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar — Foto: Adriano Machado/REUTERS A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (21) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que, após o fim da proibição de receber visitas por 30 dias, retomará o agendamento dos encontros. Segundo os advogados, a comunicação será feita diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar e seguirá as condições já estabelecidas, além das medidas cautelares vigentes. "Transcorrido o referido prazo, cumpre informar, para ciência e registro, que serão retomados os agendamentos de visitas nos moldes anteriormente fixados, mediante comunicação e agendamento diretamente junto ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar – NCPM, observadas as condições já estabelecidas e as demais medidas cautelares ainda vigentes", escreveram os advogados. Bolsonaro está em prisão domiciliar cumprindo pena de 27 anos e três meses pela sua condenação por uma tentativa de golpe de Estado. Em 17 de julho, Moraes proibiu o ex-presidente de receber visitas por um mês, depois que o seu filho, então pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma carta do pai em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. No texto, Bolsonaro colocava seu primogênito como o seu “porta-voz” e pedia unidade em torno da campanha de Flávio. Segundo a defesa, o ex-presidente “jamais soube” que o material seria publicizado, “tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes para esse fim”. Moraes, no entanto, entendeu que o ex-presidente sabia da carta, porque ela estava direcionada "aos brasileiros". Sendo assim, além da proibição de receber visitas por 30 dias, ainda proibiu todas as visitas que tivessem “finalidade político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026 e também que ele divulgasse manifestos políticos-eleitorais, inclusive por meio de outras pessoas, uma vez que a sua condenação suspendeu seus direitos políticos. Essas proibições ainda seguem vigentes, bem como a decisão que impede Flávio de visitar o pai por 90 dias. O senador está proibido de visitar o ex-presidente desde 13 de julho, após a divulgação da carta nas redes sociais.