Nosso tempo vem sendo marcado pelo aprofundamento e pela sobreposição de crises sociais, econômicas e ambientais. Eventos climáticos extremos, desigualdades persistentes, derretimento da coesão social, fragilidades institucionais e instabilidades econômicas configuram um cenário em que os riscos à vida, ao meio ambiente e aos negócios se conectam e se potencializam mutuamente.
Tal complexidade dos desafios contemporâneos exige abordagens sistêmicas, capazes de considerar múltiplas dimensões e de articular diferentes atores na construção de soluções.
A efetividade no enfrentamento destes desafios depende, em boa medida, da contribuição do setor privado, que pode se engajar em arranjos colaborativos para desenvolver soluções em conjunto com o poder público, sociedade civil e outras empresas, inclusive em agendas pré-competitivas com empresas do mesmo segmento econômico.
As corporações possuem muita prática em arranjos semelhantes a partir das entidades de classe, que defendem seus interesses comuns perante governo e sociedade. Entretanto, a complexidade dos desafios atuais e a amplitude de seus impactos demandam colaboração intersetorial, espaços de escuta e alinhamento de objetivos entre atores distintos.












