* Por Rafael Scaccabarozzi

O maior risco para uma corporação madura não é a disrupção do mercado, mas a sua própria inércia. O medo de errar frequentemente compromete o futuro do negócio, e a paralisia tem um custo elevado. Se esse medo impede o progresso, o antídoto prático é a agilidade. Em conversas com outros executivos, tenho percebido que a pergunta mudou: já não debatemos se vamos transformar a operação, mas como trazer o ritmo e a ousadia de uma startup para o negócio sem perder a governança de uma grande corporação.

A solução exige romper um antigo paradigma corporativo. Acabou a era de tentar inovar sozinho e a portas fechadas. O novo modelo operacional baseia-se na força dos ecossistemas. Segundo estudos da McKinsey, empresas que atuam em ecossistemas ativos de inovação têm 2,5 vezes mais chances de alcançar com sucesso seus objetivos de transformação digital.

Olhando para o Brasil, essa janela de oportunidade é ainda mais estratégica. Temos um dos ecossistemas de empreendedorismo em tecnologia mais vibrantes do mundo. Para empresas locais já consolidadas, conectar-se a essa inteligência das startups não é apenas um sinal de modernidade. É o caminho mais rápido para transformar desafios estruturais, como a logística em escala continental e a burocracia, em vantagens competitivas.