Todo ecossistema de inovação gosta de dizer que é colaborativo. Na prática, muitos ainda funcionam como condomínio sem síndico: todo mundo reclama da taxa, ninguém quer organizar a assembleia e, no fim, a piscina segue interditada.
O Brasil tem startups, universidades, centros de pesquisa, investidores, programas públicos, aceleradoras, hubs, comunidades, empresas, talentos e desafios reais. O que falta, muitas vezes, não é peça. É desenho. Não é ativo. É arquitetura.
É aqui que nasce uma função estratégica ainda pouco reconhecida, mas cada vez mais necessária: o arquiteto de ecossistemas.
Ecossistema não é ajuntamento. É interdependência.
A ideia de ecossistema aplicada ao ambiente de negócios foi trabalhada por James Moore nos anos 1990, quando propôs uma leitura da competição empresarial inspirada na ecologia. A metáfora segue atual: nenhum ator inova sozinho. Empresas, universidades, governos, investidores, comunidades, talentos e mercado dependem de interação, equilíbrio e adaptação.







