Quando um governo, uma empresa ou uma instituição chega a um território para desenvolver um projeto de inovação, quase sempre começa pela mesma pergunta: qual solução podemos levar para cá?

O problema é que essa pergunta parte de uma premissa perigosa: a de que o conhecimento está em quem chega, enquanto o problema está em quem recebe.

Depois de anos trabalhando com ecossistemas de inovação, passei a acreditar que a pergunta deveria ser outra: o que este território sabe que nós ainda não sabemos?

Essa inversão muda tudo.

Durante décadas, acostumamo-nos a associar inovação a laboratórios, universidades, startups, parques tecnológicos e grandes empresas. Todos são fundamentais. Mas nenhum deles possui o monopólio da inteligência.