O Rio tem 266 anos de história com o café: "está mais do que na hora de valorizarmos o nosso produto", diz Cristiana Beltrão, do Instituto Bazzar, que lançou o selo Café de Origem RJ onde chancela uma seleção deles 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alto noroeste do estado concentra 80% da produção de cafés especiais do Rio — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 09:14 Café de Origem RJ: Impulso para Cafés Especiais do Noroeste Fluminense A produção de cafés especiais no Rio de Janeiro, concentrada no noroeste do estado, ganha destaque com o selo Café de Origem RJ, lançado pelo Instituto Bazzar para valorizar a qualidade dos grãos locais. A região, que representa 80% da produção fluminense, aposta na agricultura familiar e no respeito à natureza, produzindo cafés com notas frutadas, de chocolate e caramelo. O consumo do café no estado se alinha ao turismo gastronômico, movimentando cerca de 400 milhões de reais anualmente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A cultura do café no Rio soma mais de dois séculos. Registros históricos mostram pés de "coffea" espalhados pela Floresta da Tijuca e mesmo ao longo da hoje Rua Evaristo da Veiga, no centro da cidade. Página virada. É entre as montanhas e vales do Noroeste Fluminense, em plena Mata Atlântica, onde hoje são produzidos alguns dos melhores grãos de café do Rio de Janeiro: 80% da produção fica concentrada na fronteira com Estado do Espírito Santo. "É agricultura familiar, com respeito à natureza e aos processos que resultam em um padrão superior de qualidade do produto", diz Cristiana Beltrão, do Instituto Bazzar, entidade privada que procura identificar e valorizar os biomas, os insumos do Rio, para, em seguida, compartilhar com os resturantes. Na última quinta feira, o Instituto lançou o selo Café de Origem RJ, onde chancela a qualidade de alguns exemplares do Estado. Caso do Martelini, catucaí vermelho cultivados na Fazenda São Mamede, em Porciúncula, de qualidade excepcional. Cafés especiais fluminenses: agricultura familiar com respeito à natureza e processos que valorizam a qualidade do produto — Foto: Divulgação Ou o Manduca, catucaí cultivado em Varre-Sai, no Sitio Arataca. São diferentes mas igualmente saborosos, grãos graúdos com sabor frutado, notas de chocolate e caramelo na boca. Essa semana que começa, os restaurantes da Rua Garcia d´Ávila estarão com os cafés Origem RJ no cardápio. É a tal conexão entre achados e chancelados do Instituto com a restauração carioca. O novo selo dos café de Origem RJ, que estarão pelos cardápiso de alguns restaurantes de Ipanema — Foto: Divulgação Existem mais de 3 mil famílias produzindo café no noroeste do estado do Rio " colheita predominante manual porque o terreno é acidentado, uma vantagem para a qualidade do café. Mas desse total, apenas 42 famílias se dedicam ao café especial, que seguem critério técnico internacional: teor de acidez, doçura, aroma, colheita manual, rastreabilidade e nenhum sinal de defeito. Deve alcançar 80 pontos na escala de sabor", explica Beltrão, curadora da seleção. Um dos três produtos mais citados pelos turistas internacionais quando são perguntados o que querem provar no Brasil, a resposta é... café. O consumo da bebida se enquadra no perfil do turismo gastronômico, onde a boa mesa representa um por cento da motivação do turista, 40% da economia mundial de turismo. Temos por aqui café de qualidade para oferecer : o Rio produz cerca de 350 mil sacas de café anualmente, movimentando cerca de 400 milhões de reais. O arábica predomina. São três polos de cultivo por aqui. A região noroeste é a maior delas, 80%, especialmente o município de Varre-Sai. Na região serrana, Bom Jardim e Duas Barras focam em cafés especiais e o Vale do Café, que já foi uma potencia no Ciclo do Café, meados do século XIX, hoje representa apenas 1% no cenário cafeicultor do Rio, mas se tornou um grande polo turísticos com as suas fazendas históricas de café em Paty, Miguel Pereira, Barra do Piraí, Valença, Vassouras... Fazenda São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras, remonta ao Ciclo do Café no século XIX. Hoje abriga o Museu do Café — Foto: divulgação
A vez dos cafés especiais do Rio, hoje concentrados no noroeste do estado
O Rio tem 266 anos de história com o café: "está mais do que na hora de valorizarmos o nosso produto", diz Cristiana Beltrão, do Instituto Bazzar, que lançou o selo Café de Origem RJ onde chancela uma seleção deles






