O coordenador do Comitê de Opinião Pública da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), João Francisco Meira, classificou como "firula" a representação protocolada pelo PL no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na quarta (15). O partido pede uma alteração numa resolução da Corte para que pesquisas eleitorais só possam entrar no sistema após a apresentação de todos os documentos, inclusive o detalhamento por bairros e municípios.
A resolução TSE nº 23.600/2019 estabelece que, após a submissão dos resultados da pesquisa e dos documentos principais no site do TSE, os institutos têm até dois dias para complementar o registro com os dados detalhados dos municípios, bairros ou áreas em que foi feita a sondagem.
Para Meira, esse tempo é importante para que seja feita uma revisão minuciosa dos dados, como a conferência de grafia, coordenadas geográficas e setores censitários. "As primeiras coisas que se conferem são os dados, a amostragem e o recorte. Se a pesquisa está estruturalmente certa, você submete ao site do TSE e depois tem esse prazo razoável de dois dias para fazer essa segunda camada de verificação, que não interfere em nada na pesquisa", afirma.
"Isso é típico de alguém que está vendo que as pesquisas não estão agradáveis e quer fazer alguma coisa para atrapalhar", diz Meira.













