Taxa de 25% irá recair sobre 2.375 itens nacionais, que representam US$ 7,2 bilhões em venda anual 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tarifaço tará recuo na balança comercial e no PIB do Brasil, dizem relatórios — Foto: Nelson Almeida/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 19:39 EUA impõem tarifa de 25% a produtos do Brasil; SP e SC são os mais afetados O recente tarifaço de 25% imposto pelos EUA afeta 2.375 produtos brasileiros, impactando principalmente SP e SC. A medida atinge US$ 7,2 bilhões em exportações, enquanto 60,5% dos produtos, como suco de laranja e café, permanecem isentos. Em resposta, a Apex investirá R$ 130 milhões na diversificação de mercados, mirando Europa e Ásia, com o governo buscando negociar para reverter a medida. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um dia após o anúncio da aplicação do tarifaço de 25% pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) mostrou que a medida vai afetar 2.375 produtos, o que representa 19,2% da pauta exportadora para aquele país, ou US$ 7,235 bilhões das exportações anuais. Além disso, outros 441 produtos – que representam US$ 7,629 bilhões, o equivalente a 20,2% das vendas para o país – estão taxados por outra regra. Estão neste grupo veículos, aço e alumínio, por exemplo, que receberam a mesma tarifa aplicada para outros países. Em contrapartida, ficaram de fora do tarifaço 699 produtos, o que representa 60,5% da pauta de exportação para os Estados Unidos e soma US$ 22,817 bilhões. Entraram na lista de isenção produtos como ferro fundido, peixes e lagostas, couros e madeira tropicais perfilada. Também estão nessa relação, suco de laranja, carne bovina, café e equipamentos aeronáuticos. Segundo a Apex, São Paulo é o estado mais afetado: do total de US$ 7,2 bilhões, US$ 3 bilhões são de São Paulo. Do volume exportado por Santa Catarina, a medida afeta 68%. Juntos, esses dois estados serão atingidos em 52% do tarifaço. A entidade anunciou que lançará um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões para encontrar outros destinos aos produtos brasileiros, estratégia adotada quando o governo americano anunciou o tarifaço de 50% há pouco mais de um ano. Em São Paulo, a agência listou entre os principais itens exportados atingidos o etanol, veículos, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, borracha e seus derivados, gorduras e óleos animais ou vegetais, instrumentos e aparelhos médicos. Em Santa Catarina, entre os produtos mais atingidos estão madeira e carvão vegetal, móveis e também máquinas e instrumentos mecânicos. Em entrevista à GloboNews, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que o governo brasileiro vai insistir nas negociações para reduzir a tarifa de 25%, segundo ele, injusta e descabida porque a balança comercial com os Estados Unidos é deficitária. Ou seja, o Brasil compra mais do que vende para aquele país. Ao mesmo tempo, o país vai procurar diversificar mercados e apoiar os setores mais afetados. — Continua o diálogo, continuam as negociações e nós vamos trabalhar para reduzir essa tarifa porque entendemos que ela é injusta e ela é descabida. Vamos trabalhar firmemente por isso e buscar novos mercados — afirmou Alckmin. A busca de novos mercados será focada na Europa, pelo acordo comercial firmado com o Mercosul, e na Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que conta, por exemplo, com Indonésia e Vietnã. Também está no radar a Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.