O tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atingirá 11 bilhões de dólares em exportações, o equivalente a 26,2% de tudo o que o Brasil vende ao mercado norte-americano, segundo cálculos divulgados nesta quinta-feira 16 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A entidade afirma que, apesar da ampliação da lista de exceções promovida pelo governo de Donald Trump, a medida ainda compromete a competitividade da indústria brasileira em um de seus principais destinos de exportação.
De acordo com a CNI, cerca de quatro mil produtos brasileiros permaneceram sujeitos à sobretaxa, que começa a valer em 22 de julho. A confederação avalia que a decisão final do governo norte-americano representou um alívio parcial ao incluir 429 novos itens na lista de exceções, entre eles ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café solúvel. Ainda assim, a entidade calcula que a indústria continuará a enfrentar perdas relevantes no comércio com os Estados Unidos.
Segundo a confederação, as novas exceções reduziram parte dos impactos inicialmente previstos e refletem as manifestações apresentadas por entidades empresariais brasileiras e norte-americanas durante a consulta pública e as audiências do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).














