Segundo a Anfacer, a tarifa “aumenta a insegurança para empresas que construíram uma relação comercial sólida com parceiros norte-americanos” Até 2025, os EUA eram o principal destino das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos — Foto: Dexco/ Divulgação A Anfacer, que representa a indústria de revestimentos cerâmicos, um dos setores da construção civil que mais exporta aos Estados Unidos, destacou em nota que a confirmação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros “amplia os desafios para as exportações” do segmento de cerâmica nacional. O setor ficou de fora das exceções à medida. De acordo com a entidade, a tarifa “aumenta a insegurança para empresas que construíram uma relação comercial sólida com parceiros norte-americanos”. Até o ano passado, os Estados Unidos eram o principal destino das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos. Em 2024, o país representava um quarto das exportações, o equivalente a US$ 95 milhões em receita. Em 2025, já com tarifas extras de Donald Trump, as exportações para os EUA recuaram quase 32% em receita e 24% em volume. Neste primeiro semestre, as quedas se aprofundaram, com redução de 48% na receita e de 46% no volume exportado ao país, na comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o volume total exportado pelo Brasil subiu 14% e o valor exportado cresceu 4,4%, para US$ 188,3 milhões. O Paraguai assumiu, neste ano, a posição de maior receptor das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos, com 10,7 milhões de metros quadrados, ou 21% do total. Enquanto os Estados Unidos recuam, sobem as vendas também para Colômbia e Equador, segundo a Anfacer. A entidade afirma que “medidas tarifárias unilaterais aumentam a insegurança para o comércio internacional e dificultam a previsibilidade necessária para investimentos e o desenvolvimento das cadeias produtivas”, e que “ questões comerciais devem ser tratadas prioritariamente por meio do diálogo e da cooperação entre os países”.
Com tarifaço dos EUA, Paraguai cresce como destino de exportações da indústria de cerâmica
Segundo a Anfacer, a tarifa “aumenta a insegurança para empresas que construíram uma relação comercial sólida com parceiros norte-americanos”














