A enfermeira e professora Fernanda Barboza fala sobre autocobrança, maternidade e a importância de reconhecer limites 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulheres repensam a cobrança por perfeição e os limites de conciliar todos os papéis — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 11:56 Mulheres Redefinem o Ideal da "Supermulher" e Buscam Equilíbrio A pressão de equilibrar carreira, família e autocuidado está levando mulheres a questionarem o ideal da "supermulher". Fernanda Barboza, enfermeira e professora, relata a autocobrança e a necessidade de estabelecer limites. Ela destaca que sucesso é construir uma vida significativa, respeitando limites e sem culpa. O debate sobre maternidade e saúde mental reflete mudanças na percepção do papel feminino. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ideia de que uma mulher bem-sucedida é incentivada a conciliar carreira, família, relacionamentos e autocuidado começa a ser questionada por quem sente, na prática, o peso dessa expectativa. O conceito da "supermulher", durante anos associado à força e à independência feminina, passou a ser revisto diante dos impactos emocionais provocados pela tentativa de sustentar múltiplos papéis sem espaço para limites ou pausas. Para a enfermeira, professora e influenciadora Fernanda Barboza, o maior desafio da trajetória profissional não esteve apenas em administrar diferentes responsabilidades, mas em lidar com a cobrança interna de precisar provar que era capaz de cumprir todas elas. "Durante muito tempo eu achei que precisava provar que conseguia dar conta de tudo. Quando estava estudando, pensava que deveria estar com minhas filhas. Quando estava com elas, lembrava das responsabilidades que ainda me esperavam. Era como viver com a sensação permanente de estar em falta com alguém", afirma. A experiência relatada por Fernanda reflete uma realidade compartilhada por muitas mulheres que tentam equilibrar diferentes áreas da vida. Em uma sociedade que ainda associa realização feminina à capacidade de desempenhar vários papéis simultaneamente, a sensação de insuficiência pode acompanhar escolhas pessoais e profissionais. Com o passar dos anos, Fernanda passou a questionar essa busca por um equilíbrio perfeito e percebeu que estabelecer prioridades faz parte das diferentes fases da vida. "A gente cresce ouvindo que precisa ser excelente em tudo. Boa profissional, boa mãe, boa esposa, boa filha. Só que ninguém consegue sustentar esse padrão sem pagar um preço emocional. Eu demorei para entender que estabelecer prioridades em determinados momentos da vida não significa fracassar nas outras áreas", conta. Mãe de duas filhas, Fernanda construiu sua carreira conciliando diferentes responsabilidades. A experiência fez com que ela deixasse de enxergar a rotina como uma tentativa constante de distribuir a mesma atenção para todos os campos da vida. "Hoje eu não acredito mais nessa ideia de que existe uma mulher capaz de fazer tudo ao mesmo tempo. Existem fases. Há momentos em que a carreira exige mais. Em outros, a família ocupa o centro das atenções. O problema começa quando nos sentimos culpadas por qualquer uma dessas escolhas", destaca. Segundo ela, a cobrança aparece com frequência nas mensagens que recebe de mulheres interessadas em desenvolvimento profissional. Muitas vezes, porém, as dúvidas vão além da carreira e envolvem a dificuldade de reservar tempo para si mesmas. "Recebo mensagens de mulheres que se sentem culpadas por reservar uma hora para estudar, por sair para trabalhar ou até por descansar. Muitas vezes, elas não duvidam da própria capacidade. Duvidam do direito de pensar nelas mesmas", observa. Para Fernanda, essa pressão também revela uma diferença na forma como conquistas profissionais de homens e mulheres ainda são percebidas: "Quando um homem cresce profissionalmente, normalmente ele é lembrado pelo resultado que alcançou. Já a mulher quase sempre precisa explicar como conciliou trabalho, filhos e vida pessoal. Isso mostra que ainda esperamos muito mais delas." A partir da própria experiência, ela passou a repensar o significado de força feminina. Para a professora, autonomia também envolve reconhecer limites, dividir responsabilidades e fazer escolhas sem associá-las ao fracasso. "Ser forte não é carregar tudo sozinha. É entender que pedir ajuda não diminui ninguém, que descansar não é perder tempo e que dizer 'não' para algumas coisas também é uma forma de cuidar de si", acrescenta. Ao olhar para a própria trajetória, Fernanda diz que deixou de medir o próprio valor pela quantidade de tarefas que conseguia cumprir. "Hoje eu entendo que sucesso não é provar que consigo fazer tudo. Sucesso é construir uma vida que faça sentido para mim, respeitando os meus limites e sem transformar a culpa em companhia permanente", conclui. Fernanda Barboza revela como abandonou a busca por perfeição e passou a respeitar os próprios limites — Foto: Divulgação O debate sobre maternidade, carreira e saúde mental tem levado muitas mulheres a revisitar expectativas construídas ao longo dos anos. A reflexão proposta por Fernanda aponta para uma mudança de perspectiva: em vez de buscar corresponder a um ideal de perfeição, muitas mulheres começam a reconhecer que diferentes momentos da vida também exigem diferentes escolhas.
A pressão de dar conta de tudo: por que mulheres estão revendo a busca pelo equilíbrio
A enfermeira e professora Fernanda Barboza fala sobre autocobrança, maternidade e a importância de reconhecer limites







