A Folha lança a série "Sobrecarregadas", que investiga por que dar conta de tudo se tornou uma métrica de sucesso com alto custo para as mulheres.

Elas representam 63% dos casos de afastamento do trabalho por problemas ligados à saúde mental, segundo dados de 2025 do Ministério da Previdência Social. A combinação de vida profissional e cuidados familiares —com filhos ou pais idosos—, em um contexto de ausência de redes de apoios, ajuda a explicar esses números.

Ao longo de seis capítulos, a série aborda diferentes dimensões da sobrecarga feminina, incluindo fatores estruturais. Além do trabalho invisível e não remunerado que sustenta as famílias, entram as exigências de uma sociedade que espera mulheres produtivas e sempre disponíveis.

No Brasil, 49,1% dos lares são chefiados por mulheres, segundo o IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística).

A série também discute a sobrecarga física, em um cenário no qual o corpo feminino é tratado como um projeto permanente de adequação a padrões estéticos. Um dos capítulos, no fim, aborda ainda a overdose digital dos dias atuais.