0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Oncoclínicas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 21:04 Investidores da Oncoclínicas Desistem de OPA e Denunciam CVM Os investidores minoritários da Oncoclínicas optaram por não recorrer ao colegiado da CVM para exigir uma OPA, que poderia forçar a Centaurus a pagar mais de R$ 16 por ações que valem menos de R$ 1. A decisão segue após rejeição técnica da OPA e denúncias contra um superintendente da CVM. As queixas foram enviadas à corregedoria da CVM, CGU e TCU, enquanto investidores como Latache e o Banco Original aguardam desdobramentos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os investidores minoritários da Oncoclínicas decidiram, por ora, não recorrer ao colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para tentar emplacar uma OPA, apurou a coluna. Não porque desistiram da operação — uma das maiores “novelas” do direito societário brasileiro hoje —, mas porque especulam que talvez isso não seja necessário. Embora a liberação de outra OPA na terça-feira — da petroleira Brava, com o colegiado da CVM desconsiderando o parecer dos técnicos — tenha dado gás às esperanças dos minoritários da Oncoclínicas, parte deles aposta em uma possível anulação do próprio ofício da área técnica que barrou a operação. Isso porque parte dos minoritários apresentou denúncias contra o superintendente da área da CVM que rejeitou a OPA. Eles alegam que o servidor aparece em agenda oficial de reunião com fundos contrários à OPA, embora a CVM sustente que se tratou de um erro de informação que seria corrigido. As queixas foram protocoladas na corregedoria da CVM — que abriu processo para apurar as reclamações —, na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Tribunal de Contas da União (TCU). Artilharia Se fontes próximas à CVM atribuem as queixas à artilharia cerrada de minoritários insatisfeitos, os acionistas especulam que a ofensiva tem chances de anular o parecer, apurou a coluna. Entre os acionistas que podem ser beneficiados por uma OPA estão a gestora Latache, que encampou a tese há mais de um ano, e outros investidores que entraram em um aumento de capital na Oncoclínicas, como o Banco Original, da família Batista. Do outro lado está o fundo Josephina III, que representa a participação da gestora Centaurus. Em nota oficial, o fundo comemorou o parecer da CVM, dizendo que “a decisão foi tomada após análise minuciosa dos argumentos apresentados pelas partes e dos documentos da operação”.