Oncoclínicas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 19:33 Acionistas da Oncoclínicas Contestam Impacialidade da CVM em OPA Os acionistas minoritários da Oncoclínicas intensificaram a disputa com a CVM, questionando a imparcialidade da gerência SRE/GER-1 no caso da Oferta Pública de Aquisição (OPA). Representados pela Abraicc, alegam que a CVM agiu de forma inadequada e pedem que a diretoria revise o processo. A OPA, que visa proteger minoritários, envolve a oferta de compra de ações a preços justos. A diretora Marina Copola foi impedida de votar por conflitos de interesse. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ganhou um novo capítulo a ofensiva dos minoritários da Oncoclínicas contra a atuação da área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na “novela” da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da empresa. Os acionistas apresentaram ao colegiado do órgão um “recurso hierárquico”, pedindo que os diretores revisem toda a condução do caso feita pela área técnica até aqui. Eles querem que o colegiado faça a “avocação integral” do processo e afaste do caso a gerência responsável pelo assunto na CVM. Os acionistas estão reunidos na Associação Brasileira de Investimento, Crédito e Consumo (Abraicc). Para a associação, a SRE/GER-1 (uma das gerências de registro de valores mobiliários da CVM) cometeu “quebra objetiva de imparcialidade” e não pode relatar o caso. Os minoritários querem que um membro do próprio colegiado assuma a relatoria. Dinheiro em jogo Pelos argumentos da associação, a gerência teria criado artificialmente um motivo para não reconhecer recurso apresentado pelos acionistas. Segundo eles, houve o envio de ofício para endereço errado, com prazo de 24 horas, no momento em que a associação não tinha acesso aos autos. Como a coluna contou, a Abraicc vem trocando farpas com os técnicos da CVM há semanas, alegando “inércia” do órgão em relação à OPA. Representados pelo Demori Claudino Advogados, os minoritários chegaram a fazer reclamações formais à corregedoria da própria CVM e até à Controladoria-Geral da União (CGU). A OPA é uma ferramenta de proteção aos minoritários, já que impõe a oferta de compra das ações desses investidores com base nas mesmas premissas de preço usadas em alguma transação relevante realizada por outros investidores, dentro de certos critérios. Há muito dinheiro em jogo. Os minoritários defendem que o fundo estrangeiro Centaurus faça uma OPA da Oncoclínicas a uma cotação superior a R$ 16, enquanto as ações da companhia valem hoje R$ 1,46 na Bolsa. Impedida A propósito, a diretora Marina Copola não poderá votar sobre o assunto no colegiado. Ela se declarou impedida, apresentando duas razões. A primeira é que o escritório do qual foi sócia antes de ser nomeada para a CVM, no segundo semestre de 2023, “assessorou a gestora dos fundos de investimento reclamantes em determinadas demandas, muito embora eu não tenha tido contato com tais casos em nenhuma ocasião”, disse em sua justificativa. À época, Marina era sócia do Yazbek Advogados. Além disso, Marina informou que, em 2021, participou da elaboração de parecer jurídico a pedido da Oncoclínicas “no contexto da oferta pública inicial das ações de sua emissão, evento que guarda relação direta com o objeto das reclamações”.
Oncoclínicas: novos capítulos na guerra dos minoritários com a CVM
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