A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu nesta terça-feira (30) que o fundo Josephina III, ligado à gestora norte-americana Centaurus Capital, não será obrigado a lançar uma OPA (oferta pública de aquisição) pelas ações da Oncoclínicas.
Em parecer assinado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários, o órgão derrubou o entendimento dos minoritários de que a Centaurus teria disparado uma cláusula de proteção contra acionistas que detêm mais de 15% do capital da companhia —a chamada poison pill.
Nesse tipo de cláusula, os minoritários ficam protegidos de grandes aquisições que tenham sido realizadas sem aprovação de uma assembleia de acionistas. Com a OPA, os minoritários recebem as mesmas condições de venda de ações ofertadas ao grande comprador e podem vender seus papéis por preços melhores.
Encampado pela gestora Latache, o processo corria na autarquia desde abril de 2025 e remontava a uma controvérsia iniciada em novembro de 2024. À época, a Oncoclínicas informou ao mercado que o fundo de investimento Josephina III, resultado de uma cisão do fundo Josephina II —controlado pelo Goldman Sachs—, passara a deter 16,05% do capital da companhia.
A Centaurus já integrava a estrutura dos fundos Josephina junto ao Goldman Sachs desde 2018, mas até então operava como investidora oculta, sem aparecer publicamente como acionista da Oncoclínicas.











