Oncoclínicas — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 19:33 Ex-CEO da Oncoclínicas pede OPA para proteger acionistas minoritários Bruno Ferrari, fundador e ex-CEO da Oncoclínicas, defende perante a CVM a necessidade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para proteger acionistas minoritários. A medida obrigaria a gestora Centaurus a pagar mais de R$ 16 por ação, atualmente abaixo de R$ 1,30. Ferrari contesta a isenção de OPA alegada por Centaurus, afirmando que não há provas de sua participação relevante antes do IPO da companhia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Poucos meses depois de deixar os cargos de CEO e conselheiro da Oncoclínicas, o fundador Bruno Ferrari está indo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para defender a tese da Oferta Pública de Aquisição (OPA), apurou a coluna. Ferramenta de proteção aos minoritários, uma eventual OPA envolverá muito dinheiro: obrigará a gestora Centaurus a pagar aos acionistas da rede de clínicas em crise valor superior a R$ 16 por ação, que hoje vale menos de R$ 1,30 na Bolsa. A tese da OPA vem sendo defendida pela Latache, a gestora “ativista” de Renato Azevedo. Em petição vista pela coluna, classificada por Bruno Ferrari como “manifestação espontânea”, o fundador da Oncoclínicas contesta a defesa da Centaurus de que estaria dispensada de fazer uma OPA porque já era acionista relevante da companhia na época do IPO, por meio de fundos do Goldman Sachs, que controlava a empresa. Goldman Ferrari, que era CEO da companhia em todo esse período, rebate o argumento, afirmando que não há qualquer documento que comprove que a Centaurus tinha participação relevante na Oncoclínicas antes do IPO. Disse ainda que a gestora não exercia direitos políticos relevantes na companhia e que o conselheiro Allen Gibson, embora fosse executivo da Centaurus, havia sido indicado pelo banco Goldman Sachs. Outro argumento de Ferrari é que a carta enviada pela própria Oncoclínicas à CVM em março de 2025, contendo esclarecimentos da Centaurus, refletia exclusivamente a posição do Goldman Sachs, então principal acionista, e não da empresa — chefiada pelo próprio Ferrari na ocasião. Não está claro o que levou Ferrari a defender a OPA perante a CVM a esta altura, após anos da “novela” envolvendo a operação. Mas o fundador ainda é acionista e, portanto, se beneficiaria financeiramente da OPA.