O pedido de recuperação extrajudicial da Oncoclínicas para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas não deve alterar, ao menos neste momento, a rotina dos pacientes em tratamento contra o câncer na rede de clínicas.
A empresa afirma que o processo envolve apenas credores financeiros e não afeta clientes nem fornecedores, o que significa que consultas, exames, sessões de quimioterapia e radioterapia devem continuar sendo realizados normalmente.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo de renegociação de dívidas com credores e não suspende as atividades da empresa. Na prática, a rede segue operando enquanto busca um acordo para reestruturar o caixa.
Segundo Marina Paullarelli, coordenadora do programa de saúde do Idec (Instituto de Defesa de Consumidores), a companhia continua obrigada a prestar assistência normalmente durante todo o processo.
"Durante a recuperação extrajudicial, a empresa continua de 'portas abertas' e deve honrar seus compromissos com as pessoas consumidoras. Isso significa dizer que os atendimentos, agendamentos e os prazos máximos de atendimento determinados na regra pela ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] para os planos de saúde, devem ser mantidos e respeitados", afirma a especialista.














