Senador defende atuação do presidente do PL, que teve bens bloqueados por decisão do STF Senador Flávio Bolsonaro concede entrevista a podcast — Foto: Reprodução/YouTube - Flow Podcast O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, saiu em defesa do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que bloqueou bens do dirigente por suspeitas relacionadas à destinação de emendas, segundo apurações da Polícia Federal. "Não tem nada de ilegal ali, não tem corrupção. Não tem crime", disse Flávio, durante participação no Flow Podcast, nesta quarta-feira (15). O senador questionou a imparcialidade de Dino, e lembrando que o ministro já se declarou como "comunista", indagou se ele "faria isso com o presidente do PT". Segundo o senador, Dino oficiou os presidentes de outros partidos para saber sobre a indicação de emendas na intenção de "fingir que é um cara isento". A decisão de Dino foi tomada nesta quarta-feira após Costa Neto afirmar em entrevista à Globonews na terça-feira que outros presidentes de siglas também indicam emendas ao orçamento. Ele negou ter uma cota pessoal, mas reconheceu que participa da deliberação sobre repasses dos recursos públicos a municípios e, sem citar exemplos, afirmou que outros presidentes de partido fazem o mesmo. Flávio também elogiou as indicações ao STF feitas pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e disse que ele "não botou amigos, botou pessoas técnicas e que não estão perseguindo a esquerda". Flávio disse ainda que será inevitável, a partir de 2027, discutir o impeachment de ministros do Supremo. Segundo ele, isso não aconteceu porque o Senado "não fez o dever de casa", mas o cenário deve mudar no ano que vem, com uma predominância da direita no Senado. Para o senador, isso deve abrir caminho para eleger um presidente da Casa favorável à pauta. "Não acho legal [impeachment de ministros do STF], mas é necessário", afirmou. Ele citou o caso do ministro Alexandre de Moraes e disse que uma ação contra o magistrado seria "culpa das decisões absurdas e atrocidades cometidas por Moraes". Flávio repetiu que o ministro cometeu abuso de autoridade e pratica perseguição contra ele e sua família. STF e eleições Flávio classificou como "desumana, exagerada e desproporcional" a decisão de Moraes de suspender, pelo prazo de 90 dias, a autorização para ele visitar Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar. O senador relacionou a medida às eleições e minimizou a divulgação que fez de uma carta de autoria do pai. Segundo ele, outras quatro cartas já foram publicadas. "Ele [Moraes] só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo. Não tem nenhuma lógica. Ele encerra a comunicação para dificultar ainda mais, e contra o meu direito inegociável, como advogado dele [de visitá-lo]", afirmou o presidenciável, usando uma camiseta com os dizeres: "Tentaram nos enterrar. Esqueceram que éramos semente". Segundo ele, a suspensão das visitas tem a intenção de "enterrar o Bolsonaro vivo", mas não vai ser isso que vai impedi-lo de "continuar avançando". Flávio repetiu que Bolsonaro "é inocente" e disse existir uma tentativa de interferência do STF nas eleições. Segundo o senador, Moraes e Dino são "dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente". Ele disse que há um plano para que a Primeira Turma do Supremo, da qual ambos fazem parte, se torne "uma espécie de 'by pass'" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Moraes em 2022, como presidente do TSE, desequilibrou completamente a eleição contra a gente", afirmou. Flávio disse que "quem governa este país são os com voto, não os com caneta" e que os ministros "se acham no direito de decidir pela população". "Isso está longe de ser uma democracia."
Flávio critica decisão de Dino contra Costa Neto por emendas e diz que 'não há crime'
Senador defende atuação do presidente do PL, que teve bens bloqueados por decisão do STF















