O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou na sexta-feira (10) a indisponibilidade de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre o suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares.
A menos de dez dias das convenções partidárias, a decisão tem como alvo o principal articulador da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O senador saiu em defesa do cacique do partido, acusou a PF de agir "de forma seletiva" para constranger adversários de Lula e ganhou o reforço de Hugo Motta, presidente da Câmara, que classificou a medida de "inaceitável" e de "indevida intervenção judicial".
O caso foi bastante explorado nos grupos públicos de mensageria, tanto de direita como de esquerda. De acordo com a Palver, que realiza um monitoramento em tempo real em mais de cem mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, as menções a Valdemar, que não passavam de algumas dezenas por dia na semana anterior, saltaram para a principal pauta na sexta-feira (10) , quando o nome do dirigente apareceu em cerca de um terço de todas as mensagens sobre o universo Bolsonaro.
O pico se concentrou entre o início da tarde e a noite, e ainda respondeu por um quarto do debate no sábado (11), quando Valdemar deu entrevista à CNN para dizer que "não tem esse dinheiro" e que sugerir a aplicação de emendas "é normal".














