Grupo conhecido pela frustrada tentativa de compra do Banco Master entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, após declarar dívidas de R$ 4,3 bilhões O casamento de Rafael Paixão, ex-sócio da Fictor, causou revolta em credores pela festa de “ostentação”, que contou com show de Mumuzinho e Suel. O Grupo Fictor ficou conhecido pela frustrada tentativa de compra do Banco Master e entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, após declarar dívidas de R$ 4,3 bilhões. Na agenda do cantor de pagode Mumuzinho, o casamento aparece como “evento privado”, realizado em Mogi das Cruzes, São Paulo, no último sábado (11). Os credores do Grupo Fictor encheram as últimas publicações do cantor com comentários. Não há postagem no feed sobre o casamento, mas Mumuzinho publicou stories no dia da festa, com o texto: “Dia de celebrar a união de Rafa & Mari”. “Enquanto mais de 12 mil credores aguardam uma solução na recuperação judicial, imagens de ostentação envolvendo um dos sócios causam enorme indignação. Esperamos transparência, responsabilidade e respeito com todos os investidores que seguem aguardando uma solução justa para seus créditos”, escreveu uma credora. “Ver as imagens da festa de casamento de Rafael Paixão causa profunda indignação para quem foi afetado pela situação da Fictor. Enquanto milhares de famílias enfrentam prejuízos, incertezas e dificuldades financeiras, uma celebração desse porte transmite uma mensagem de enorme insensibilidade”, comentou outra. “Devíamos mandar o vídeo do casamento ‘Mari e Rafael’ para a juíza que está cuidando da RJ”, sugeriu uma terceira credora. Já o cantor de pagode e samba Suel publicou sobre o evento nas redes sociais. “Mariana & Rafael, todo amor do mundo para vocês! Foi uma honra participar desse momento tão importante na vida dos dois. Que o casamento de vocês seja repleto de felicidade, cumplicidade e, claro, muitas músicas minhas para continuar embalando esse casal que eu amo”, escreveu. Ontem, depois que começaram a aparecer os primeiros comentários de credores, a publicação foi excluída. Em março deste ano, a Fictor havia dito ao Valor que Rafael Paixão não integrava o grupo. No passado, Paixão já apareceu na imprensa como sócio e diretor de vendas do Grupo Fictor. Ele constava em documentos da Fictor Consignado na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), hoje FCT Consignado, como representante da FCT Partners. A sede da empresa foi transferida para Niterói (RJ), em fevereiro deste ano, após o pedido de recuperação judicial da Fictor. A FCT Partners, também transferida para Niterói em fevereiro, já teve o nome de FCT Consultoria, e o quadro societário incluía Rafael Ribeiro Leite de Gois e Luiz Phillippe Gomes Rubini, também sócios da Fictor. Tanto Gois quanto Rubini saíram da FCT Consultoria em 2024. Procurado pelo Valor, o escritório de advocacia que atende Rafael Paixão na esfera cível, o IW Melcheds, disse que não o assessora em “questões relacionadas à sua vida pessoal” e, portanto, não está autorizado a se manifestar em nome dele sobre esse assunto. Já o Grupo Fictor informou, por meio de nota, que "Rafael Paixão não possui qualquer vínculo com a companhia desde 2025". A reportagem não conseguiu contato direto com Paixão. Também procurados, os cantores Mumuzinho e Suel não se manifestaram até a publicação desta matéria. Os noivos Mariana e Rafael Paixão, ex-sócio da Fictor, entre o cantor Suel na festa de casamento — Foto: Reprodução/Instagram
Credores se revoltam com casamento ‘ostentação’ de ex-sócio da Fictor, que teve shows de Mumuzinho e Suel
Grupo conhecido pela frustrada tentativa de compra do Banco Master entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, após declarar dívidas de R$ 4,3 bilhões











